| Código: | LEBA20419 | Sigla: | AF | |
| Área Científica: | Formação na Área de Docência - Matemática | |||
| Área de Ensino: | Ciências Matemáticas e Naturais |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Ano Curricular | Créditos | Horas Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|
| LEBA1 | 41 | Despacho nº 15080/2014 | 2º | 5 |
| Teórico-Práticas: | 0,00 |
Docência - Horas Semanais
|
Docência - Responsabilidades
|
Português
Visa o desenvolvimento do conhecimento matemático e didático promovendo:
O1. compreensão das relações entre números e a exploração de regularidades, estabelecendo uma ponte para a Álgebra;
O2. compreensão das propriedades das operações e capacidade de usar a simbologia para as representar;
O3. capacidade de analisar relações numéricas, explicando-as em linguagem natural e representando-as simbolicamente, fomentando a capacidade de generalização;
O4. capacidade de usar a linguagem algébrica para representar situações matemáticas e modelar fenómenos;
O5. capacidade de interpretar e representar os vários tipos de representações que evidenciam relações entre variáveis (tabelas, gráficos e expressões algébricas) e compreensão da relação entre as várias representações;
O6. reconhecimento do poder da simbologia e da manipulação algébrica na formulação e justificação de generalizações, na descrição de cálculos, na utilização de representações simbólicas de situações matemáticas ou problemas.
CP1. Pensamento algébrico
Principais objetivos da Álgebra escolar
Vertentes do pensamento algébrico
CP2. Relações
Relação de igualdade e de desigualdade
Relações e propriedades das operações
Raciocínio proporcional
CP3. Sequências repetitivas e regularidades
Sequências repetitivas
Sequências finitas e regularidades
CP4. Sucessões
Sequências numéricas associadas a sequências pictóricas
Representação e generalização de sequências numéricas (sucessões)
Progressões aritméticas e geométricas
Limite de uma sucessão
CP5. Funções
O conceito de função como relação entre variáveis
Identificação de relações funcionais
Representação gráfica, tabular e algébrica
Características das funções afim, quadrática e exponencial
CP6. Modelação
Utilização das funções na modelação de situações
Relações entre variáveis (Equações e sistemas de equações).
A unidade curricular envolve a discussão em torno da Álgebra escolar e do pensamento algébrico (CP1), contextualizando a importância do conhecimento do conteúdo e didático em álgebra, para os futuros professores e educadores. A investigação em educação matemática e as orientações curriculares apontam para o desenvolvimento da generalização desde os primeiros anos e para a articulação entre a Álgebra e os restantes temas matemáticos (como Números e operações), pelo que se promovem, em particular O1, O2 e O3 no âmbito de CP2, CP3 e CP4. Os estudantes abordam (em CP2, CP4, CP5 e CP6) conceitos algébricos e o uso da linguagem algébrica e dos procedimentos, visando o desenvolvimento dos seus conhecimentos e capacidades no âmbito de O4 e O6, bem como de análise do trabalho a desenvolver com crianças. Em todos os conteúdos são analisadas diferentes representações, estabelecendo-se relações entre elas (O5), em particular em CP4, CP5 e CP6.
As aulas TP proporcionam um contexto de formação que visa:
¿ a discussão e consolidação de conteúdos;
¿ o aprofundamento, pelos estudantes, de tópicos a partir da análise de textos;
¿ a realização de propostas de trabalho individual e de grupo, na aula, de resolução de exercícios e problemas e a realização de tarefas de exploração e de investigação;
¿ a análise de situações de sala de aula, discussão e reflexão sobre o trabalho desenvolvido pelas crianças (estratégias e dificuldades) e sobre a prática de sala de aula;
¿ a utilização de materiais manipuláveis e tecnológicos em problemas de modelação matemática;
¿ a realização de trabalhos individuais e de grupo com apresentação e discussão na turma.
A avaliação contempla dois regimes, avaliação por frequência e avaliação por exame.
Regime de avaliação por frequência. Este regime de avaliação contempla duas modalidades de avaliação. Apenas os estudantes que cumpram as condições mínimas de uma das modalidades poderão submeter-se à avaliação por frequência. Cada estudante deve indicar ao docente responsável, até 3 semanas após o início do semestre, por que modalidade pretende ser avaliado. Caso não o explicite, poderá integrar qualquer uma das modalidades desde que cumpra das condições mínimas e tenha os elementos de avaliação relativos a essa modalidade.
Modalidade 1 - Poderão submeter-se a esta modalidade de avaliação todos os estudantes que estejam presentes em pelo menos 2/3 do número de horas de contacto. Esta avaliação assenta nos seguintes fatores:
Trabalho realizado em sala de aula, no âmbito de tarefas específicas propostas pela docente (20%),
Trabalho autónomo e participação nas atividades mediadas pela plataforma moodle, a realizar pelos estudantes individualmente ou em grupo (20%),
Teste escrito individual (30% + 30%) - É obrigatória a obtenção de classificação mínima de 7,5 valores em cada um dos testes escritos para a aprovação neste regime de avaliação.
Modalidade 2 - Poderão submeter-se a esta modalidade de avaliação todos os estudantes com estatuto de trabalhador estudante, que não reúnam as condições relativas à modalidade 1, e outros casos excecionais devidamente justificados e avaliados pelo docente responsável. Esta avaliação assenta nos seguintes fatores:
Dois testes escritos (50% + 50%) - É obrigatória a obtenção de classificação mínima de 7,5 valores em cada um dos testes escritos para aprovação neste regime de avaliação. A classificação final resulta da média das classificações desses testes.
Regime de avaliação por exame. O exame consiste na realização de uma prova escrita em que a classificação do estudante resulta exclusivamente da classificação obtida nesta. Este exame é realizado durante o período de exames de acordo com o calendário escolar da Escola.
Esta unidade curricular, do domínio científico do curso de Licenciatura em Educação Básica, visa o desenvolvimento do conhecimento matemático, em particular do conhecimento algébrico, podendo integrar o desenvolvimento do conhecimento didático dos estudantes neste domínio, promovendo a sua compreensão de como ensinar este tema e visando a análise e a reflexão sobre o desenvolvimento do pensamento algébrico das crianças.
A Álgebra escolar é entendida como um domínio integrador do currículo que deve ser iniciado nos primeiros anos de escolaridade, muitas vezes ligado ao trabalho com números e operações e procurando desenvolver capacidades de estabelecer relações, de generalizar e de interpretar e usar diferentes representações. Assim, são proporcionadas estas experiências na discussão e consolidação dos principais conteúdos; no aprofundamento, pelos estudantes, de tópicos a partir da análise reflexiva de textos, e na realização de propostas de trabalho individual e colaborativo, na sala de aula, de resolução de exercícios e problemas e a realização de tarefas de exploração e de investigação (O1, O2, O3 e O5). As recentes orientações curriculares salientam a importância do conhecimento algébrico no desenvolvimento do pensamento matemático e na resolução de situações de diferentes áreas. Os estudantes devem ter um bom domínio dos conceitos algébricos e da utilização da linguagem algébrica e dos procedimentos (O4 e O6), que se procura promover com a realização de exercícios e problemas e a realização de tarefas de exploração e de investigação, a realização de trabalhos individuais e de grupo com apresentação e discussão na turma e a utilização de materiais manipuláveis e tecnológicos na resolução de problemas de modelação matemática. É ainda importante, fomentar a compreensão do trabalho a realizar nos primeiros anos de escolaridade com vista a promover o desenvolvimento do pensamento algébrico das crianças, destacando a importância da generalização (no âmbito dos O1, O2 e O3). São, assim, tema de reflexão a importância de fomentar o desenvolvimento do pensamento algébrico desde os primeiros anos e, de um modo geral, que práticas de sala de aula o professor deve promover para que tal objetivo seja conseguido. Neste sentido, a análise de situações de sala de aula, a discussão e reflexão sobre o trabalho desenvolvido pelas crianças (estratégias e dificuldades) e sobre a prática de sala de aula assumem um papel essencial, centrando-se nesses aspetos.
O trabalho nesta unidade curricular inclui oportunidade de os estudantes analisarem interpretações e significados atribuídos pelas crianças e as suas dificuldades, e identificarem possíveis aspetos a trabalhar com os seus futuros alunos e as práticas de sala de aula a promover para que os alunos compreendam e apreendam os conceitos abordados.
Canavarro, P. (2007). O pensamento algébrico na aprendizagem da Matemática nos primeiros anos. Quadrante, 16(2), 81-118.
Driscoll, M. (1999). Fostering algebraic thinking: A guide for teachers, grades 6-10. Portsmouth, NH: Heinemann.
Haylock, D. (2006). Mathematics explained for primary teachers. London: Sage.
Kaput, J. (2008). What is algebra? What is algebraic reasoning? In J. Kaput, D. Carraher & M. Blanton (Eds.), Algebra in the early grades (pp. 5-17). New York, NY: Routledge.
Palhares, P., Gomes, A., Amaral, E. (2011). (Coords). Complementos de Matemática para professores do ensino básico. Lisboa: Lidel.
Ponte, J. P., Branco, N., & Matos, A. (2009). Álgebra no ensino básico. Lisboa: ME-DGIDC [Disponível em http://repositorio.ul.pt/handle/10451/7105]
Suggate, J., Davis, A., & Goulding, M. (2005). Mathematical knowledge for primary teachers. London: David Fulton.
Vlassis, J., & Demonty, I. (2002). A Álgebra ensinada por situações-problemas. Lisboa: Instituto Piaget.
Nota: Importante consultar o Portal do Ministério da Educação e Ciência para outros documentos, legislação, dados estatísticos, materiais de apoio.