Alcinda Maria Sarmento Sacramento Costa Reis - ESSAUDE
Coordenação Científica
Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)
Reconhecer os referenciais e fundamentos teóricos da avaliação e intervenção familiar; Identificar os modelos intrínsecos à avaliação familiar; Diferenciar técnicas e instrumentos de avaliação familiar; Explicar os pressupostos intrínsecos à construção de diagnósticos e intervenções de enfermagem, com ênfase nas diversas dimensões de avaliação familiar; Refletir criticamente sobre casos clínicos concretos.
Conteúdos programáticos
Indivíduo e família enquanto parceiros de cuidados Modelos avaliação e intervenção na família: Modelo de avaliação e intervenção de Calgary; Modelo Dinâmico de avaliação e intervenção familiar (MDAIF) Cuidar em Enfermagem baseado nas forças Instrumentos de avaliação e investigação familiar: Genograma, ecomapa, questionários, escalas, cartas familiares, e outros Entrevista de enfermagem da família, entrevista motivacional, dinâmicas participativas, conferências familiares Intervenção em rede Processo de enfermagem: juízo clínico e tomada de decisão, áreas de atenção/diagnósticos e intervenções no âmbito da saúde familiar
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular
A UC integra conteúdos programáticos que têm por base os objetivos delineados. Os conteúdos programáticos estão organizados pelo referencial teórico inerente à avaliação e intervenção familiar, teorias e modelos de intervenção familiar, entrevista familiar e o processo de enfermagem de acordo com os focos de atenção, diagnósticos e intervenções de âmbito familiar. Estão reunidas as condições para que os estudantes reconheçam a importância do papel do enfermeiro de família na avaliação e intervenção familiar e, constitua uma resposta às necessidades dos enfermeiros face aos cuidados com as famílias enquanto alvo dos cuidados de enfermagem. A intervenção de enfermagem requer a utilização de teorias e modelos que permitam a conceção de cuidados orientados para a colheita de dados e para o planeamento das intervenções. As teorias e modelos de intervenção compõem uma explicação do conhecimento empírico e uma referência para a prática dos cuidados com as famílias.
Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico
As metodologias de ensino propostas centram-se numa abordagem reflexiva, contextualizada para a compreensão das diferentes teorias e modelos de avaliação e intervenção em enfermagem de família, articuladas com as vivências profissionais visando a promoção do desenvolvimento de competências, através de métodos: expositivo e ativo (brainstorming, role play, vídeos e estudos de caso, debate, trabalho individual/grupo), leitura e análise orientada de artigos científicos. O docente nesta fase de desenvolvimentos dos estudantes constitui-se assim, como um ¿facilitador¿ da aprendizagem co-planificando com o estudante o trabalho autónomo e desta forma potenciando a autoaprendizagem e a metacognição, desenvolvendo no estudante o seu potencial para a aprendizagem ao longo da vida. Em sala de aula, as metodologias pedagógicas ativas, como a aprendizagem cooperativa, a sala de aula invertida, as estratégias para resolução de problemas, as aprendizagens de mestria ou de domínio, os mapas de conceitos, os mapas de empatia, o role-play, os dilemas, a gamificação, reflexão; problematização da realidade; e debates, entre outras metodologias ativas centradas nos estudantes vão potenciar não só a aprendizagem de conteúdos mas também o desenvolvimento de competências pessoais e relacionais necessárias ao trabalho de equipa nos contextos da prática. Mobilizam-se estratégias que promovem a motivação, envolvimento, pensamento crítico e reflexivo, possibilidade de o estudante ter feedback imediato, desenvolvimento de competências cognitivas de nível superior, aprendizagem profunda e resolução de problemas complexos. Planeamento de sessões interativas com questionamento critico, debates, de modo a incrementar a motivação para os conteúdos, para os colegas e o docente entendido como um ¿facilitador¿. Será feita a demonstração e treino da aplicação de técnicas de intervenção colaborativa, como entrevista familiar e entrevista motivacional, em contexto de sala de aula, recorrendo aos princípios inerentes à prática simulada em aulas PL. Nas aulas teórico-práticas destaca-se a metodologia interativa e reflexiva com análise crítica de evidência científica ou casos práticos. Nas horas de trabalho autónomo, os estudantes serão orientados para a realização do trabalho individual ou de grupo, por exemplo um artigo de investigação (revisões sistemáticas de um tema), um eposter ou estudo de caso com a aplicação de um modelo de avaliação e intervenção familiar e com recurso a instrumentos.
Avaliação
A avaliação obedece ao regulamento do curso. A forma de avaliação será apresentada no início da unidade curricular tendo por base uma das seguintes propostas: As estratégicas de ensino-aprendizagem a ser utilizadas nesta unidade curricular preconizam o princípio da participação ativa dos estudantes, mobilizando conhecimentos e experiências profissionais, na discussão dos conteúdos programáticos, no desenvolvimento de trabalhos de grupo e prova escrita. Assim, avaliação quantitativa inclui um teste escrito (50%) e a realização de trabalho(s) individual/de grupo, com apresentação oral (50%), que em função de um problema enunciado que venha da sua realidade, poderão ser utilizados quaisquer tipos de apresentações: Filmes; Áudios; Propostas de Protocolos; Propostas de Planos e sessões de formação; Role-Play; Kit de ¿ferramentas¿ de desenvolvimento de competências; eposter, ¿Serious Games¿; Guide Lines; APP; apelando à inovação e criatividade e a respostas concretas ao problema enunciado baseadas em evidência cientifica.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular
A implementação das diferentes metodologias de ensino, visa garantir a coerência dos conteúdos programáticos em função dos objetivos e sua relação com a aprendizagem dos estudantes e por conseguinte a avaliação, promovendo nos mesmos a capacidade de mobilizar e aplicar conhecimentos nos contextos das práticas em saúde familiar. As metodologias adotadas pretendem o desenvolvimento do saber/conhecimento teórico e, posteriormente, a mobilização dos conhecimentos e competências desenvolvidas, para contextos mais específicos e aplicados à prática clínica de enfermagem de família. Assim, para facilitar a concretização dos objetivos e a avaliação da UC o docente dará a conhecer e discute os objetivos com os estudantes no início e ao longo da UC; explicita os objetivos a alcançar e valida se os mesmos são conseguidos, porquanto cada estudante deve demostrar se atingiu os objetivos definidos no trabalho individual ou de grupo e teste escrito individual. Será efetuado o enquadramento teórico no início de cada conteúdo programático, procurando estabelecer uma relação com o conhecimento já adquirido pelos estudantes noutros ciclos de estudos noutras unidades curriculares e/ou nos contextos das suas práticas, experiências e saberes. Ao longo da UC procura-se desenvolver, nos estudantes, competências cognitivas e motivacionais para a importância e compreensão das temáticas no contexto atual e real da prática clínica, contribuindo para uma melhor perceção e compreensão dos objetivos que se pretendem alcançar. As metodologias adotadas, centradas no estudante, serão facilitadoras do desenvolvimento de competências e conducentes aos objetivos apresentados e privilegiam o envolvimento dos estudantes na resolução de situações problema e discussão em grupo, permitindo o trabalho em equipa e o desenvolvimento de competências úteis para valorização pessoal e profissional. Visam garantir a coerência dos conteúdos programáticos em função dos objetivos e a sua relação com a aprendizagem, promovendo a capacidade de mobilizar e aplicar conhecimentos nos contextos das práticas em saúde familiar. A capacitação instrumental é desenvolvida através da exposição participativa e da resolução de exercícios, estudos de caso, Role-Play; Kit de ¿ferramentas¿ de desenvolvimento de competências; eposter, ¿Serious Games¿; Guide Lines; APP; apelando à inovação e criatividade e a respostas a problemas concretos. A possibilidade da realização de um trabalho de grupo ou individual proporcionará a compreensão e aplicação das temáticas abordadas, assim como permitirá a partilha de conhecimentos e experiências entre o grupo, contacto com outras realidades através da pesquisa e também constitui uma oportunidade de trabalho em equipa desenvolvendo competências na área especifica.
Bibliografia de consulta (existência obrigatória)
Bica, I., Pereira, A. F., Campos, J. H., Nascimento, L., Amaral, M. I., Ventura, R. (2021). Perception of fathers and mothers about the health-related quality of life of their children. Millenium, 2(ed espec 8), 157.
Bica, I.; Esteves, I.; Cruz, S.; Andrade, A. (2016). A risky situation with impact on the whole family: teenage pregnancy Revista Millenium (2) 1, 65 - 75.
Ferreira, M., Gonçalves, C., Campos, S., Duarte, J., & Nelas, P. (2021). Participação do pai no nascimento: Vinculação e satisfação em áreas da vida conjugal. Revista da Associação Portuguesa de Enfermeiros Obstetras, 21(1), 26-44.
Figueiredo, H., Madeira, A., Reis, A. et al (2022). Aprendizagem do cuidar a família na comunidade. Revista de Enfermagem Referência, VI Série, 1, 1-8.
Reis, A. et al (2022). Cultura, género e poder na família. In M.H. Figueiredo (Ed) Enfermagem Wright, L.M., & Leahey, M. (2019). Nurses and families: A Guide to Family Assessment and Intervention (7ª ed.) USD.