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Linguagem, Cognição e Educação Plurilingue

Código: LEBA20438    Sigla: LCEP-1
Área Científica: Formação na Área de Docência - Português

Ocorrência: 2017/18 - 2S

Área de Ensino: Línguas e Literaturas

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
LEBA1 28 Despacho nº 15080/2014 5 60 135

Horas Efetivamente Lecionadas

TLEBA3S1

Teórico-Práticas: 64,00
Atendimento a estudantes: 0,00

Docência - Horas Semanais

Teórico-Práticas: 4,00
Atendimento a estudantes: 4,00

Tipo Docente Turmas Horas
Teórico-Práticas Totais 1 4,00
Ana Rita Salgueiro Gorgulho Baptista   2,00
Sónia Raquel Pereira Malta Marruaz Seixas   2,00
Atendimento a estudantes Totais 1 4,00

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
Ana Rita Salgueiro Gorgulho Baptista Responsável
Sónia Raquel Pereira Malta Marruaz Seixas Responsável

Língua de Ensino

Português

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

A) OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)
1. Apropriar-se de conceitos-chave da UC.
2. Compreender os processos de aquisição e desenvolvimento da linguagem e suas implicações na organização de situações educativas.
3. Compreender os documentos orientadores das políticas linguístico-educativas nacionais e internacionais.
4. Aprofundar competências orais e escritas em língua portuguesa.
5. Mobilizar conhecimentos adquiridos na análise crítica de textos e exemplos de práticas educativas.
6. Aplicar competências linguísticas na realização de atividades em/com diferentes línguas.
7. Analisar crítica e fundamentadamente percursos linguístico-comunicativos.
8. Analisar, interpretar, sintetizar e/ou complementar a informação fornecida pelas docentes;
9. Questionar fundamentos e finalidades educativas do ensino da(s) língua(s).
10. Demonstrar pensamento crítico.
11. Comunicar para audiências diversificadas.
12. Recorrer seletiva e criticamente a diferentes fontes de informação, em diferentes línguas.
13. Consolidar a capacidade de aprendizagem autónoma e em equipa.

Conteúdos programáticos

B) CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS

1. Linguagem ¿ génese e desenvolvimento
1.1. A linguagem enquanto fonte de compreensão da relação entre aprendizagem e desenvolvimento (filogénese e ontogénese; neurogénese e sociogénese);
1.2. Concetualizações Behaviouristas, Inatistas e Socio-históricas;
1.3. Evolução da linguagem: de meio de comunicação a ferramenta de organização do pensamento;
1.4. Implicações pedagógicas: condições de ensino e condições de aprendizagem;
1.5. Linguagem e comunicação no jardim de infância

2. Educação Plurilingue
2.1. Fundamentos e finalidades
2.2. Documentos de referência
2.2.1. QECR ¿ Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas
2.2.2. CARAP ¿ Quadro de Referência para as Abordagens Plurais das Línguas e Culturas
2.2.3. PEL ¿ Portefólio Europeu das Línguas
2.3. Algumas abordagens: âmbito, objetivos e métodos
2.3.1. Sensibilização à diversidade linguística (SDL)
2.3.2. Intercompreensão (IC)

3. Dimensão curricular das línguas no contexto português
3.1.1. Ensino do Português Língua Não-Materna (PLNM)
3.1.2. Língua(s) Estrangeira(s) do Pré-Escolar ao 2º CEB

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

C) DEMONSTRAÇÃO DA COERÊNCIA DOS CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS COM OS OBJETIVOS DA UC
Todos os conteúdos a abordar permitem aos alunos familiarizarem-se com uma variedade de conceitos-chave do campo das línguas, linguagem e comunicação (objetivo 1). Todos eles contribuem igualmente para a consecução dos objetivos 4, 5, 6 e 9, na medida em que todas as exposições e discussões geradas em torno dos tópicos contribuem para o desenvolvimento de competências linguísticas e de pensamento diversificadas. O conteúdo 1 responde, muito em particular, aos objetivos 1 e 2, mas também ao 8. Os conteúdos 2 e 3 servem especialmente os objetivos 3 e 7, uma vez que promovem o conhecimento de orientações e práticas, nacionais e internacionais, na área da educação em línguas.

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico

D) METODOLOGIAS DE ENSINO (AVALIAÇÃO INCLUÍDA)
As aulas terão um pendor teórico-prático, baseando-se na apresentação, análise e discussão, quer pela docente, quer pelas/os estudantes, de quadros teóricos, de textos e de situações/exercícios/exemplos/casos relativos às temáticas em estudo. Será dada particular atenção à qualidade da produção oral e escrita das/os alunas/os.
Também serão analisados materiais pedagógicos em diferentes suportes, nomeadamente materiais online para o ensino de línguas e para a promoção da educação plurilingue.
Destinar-se-ão, ainda, alguns momentos das aulas para o acompanhamento dos trabalhos em grupo, no sentido não só de apoiar no avanço do conteúdo do trabalho, mas também de monitorizar a sua consecução efetivamente em equipa, com gestão das relações, do tempo e das tarefas que tal trabalho exige.
Esta disciplina será também apoiada a distância através da plataforma Moodle da ESES.

A avaliação é, preferencialmente, contínua, implicando o acompanhamento regular do progresso da/o estudante, e tem em conta as seguintes componentes (e respetivos pesos):

Componente individual através da realização de um teste final [60%]
Será valorizada a participação nas aulas (e trabalhos aí propostos), a sua qualidade, frequência e relevância, assim como a assiduidade;

Componente de grupo (grupos de 3-4 elementos) [40%]
Desenvolvimento de um dos seguintes tópicos, ou de outros que se relacionem com os conteúdos desta uc::
o Génese da Linguagem e do Pensamento
o Domínios da linguagem e trabalho em contexto de jardim de infância
o Projetos em Intercompreensão
o Aprender Português como língua estrangeira
o Sensibilização à Diversidade Linguística nos primeiros anos


Na medida em que tal seja viável face ao tamanho do grupo turma, cada grupo trabalhará um tema distinto. Em caso de não-acordo sobre a sua distribuição pelos grupos, proceder-se-á ao sorteio dos temas pelos grupos.


Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

E) DEMONSTRAÇÃO DA COERÊNCIA DAS METODOLOGIAS DE ENSINO COM OS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DA UNIDADE CURRICULAR

A metodologia de trabalho adotada pretende constituir-se como fonte de experiências educativas valiosas para os alunos, dos pontos de vista do seu próprio desenvolvimento linguístico assim como do seu desenvolvimento enquanto futuros profissionais de educação. Pretende-se igualmente que a apreciação do desempenho dos alunos possa ser continuada, acompanhada, assim como gradualmente apropriada pelos próprios enquanto forma de auto-regulação dos seus desempenhos.
Desenvolvem-se, portanto, no decorrer da unidade curricular, procedimentos que se considera vantajoso e desejável que sejam apropriados pelos alunos para a sua própria prática.
Através da leitura, análise crítica e síntese de textos de várias naturezas, da discussão e apresentação ao colectivo da turma dos conceitos-chave e suas implicações, pretende-se promover o desenvolvimento de competências linguísticas, nomeadamente plurilingues, assim como de competências de pensamento crítico, de argumentação e de comunicação, em suma, de aprendizagem autónoma e colaborativa.

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)

F) BIBLIOGRAFIA PRINCIPAL

ANDRADE, Ana Isabel & MARTINS, Filomena (2007). Abordar as línguas, integrar a diversidade nos primeiros anos de escolaridade. Cadernos do LALE, Série Propostas 3. Aveiro: Universidade de Aveiro. Online em: http://www.ua.pt/cidtff/lale/PageText.aspx?id=12922
ANDRADE, Ana Isabel, ARAÚJO & SÁ, Mª Helena (2006). Imagens das línguas em contextos de educação e formação linguística. Cadernos do LALE, Série Reflexões 2. Aveiro: Universidade de Aveiro. Online em: http://www.ua.pt/cidtff/lale/PageText.aspx?id=12935
ALVES (2001). Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas. Porto: Asa
CASTRO NEVES, M. & ALVES MARTINS, M. (1994). Descobrindo a linguagem escrita: uma experiência de aprendizagem da leitura e da escrita numa escola de intervenção prioritária. Lisboa: Escolar Editora.
COSTA, J. & SANTOS, A. L. (2003). A falar como os bebés. O desenvolvimento linguístico das crianças. Lisboa: Caminho
FERRÃO TAVARES, C. (2007). Didáctica do Português no 1º Ciclo. Língua materna e não materna. Porto Editora
MOLL, L.C. (1990). Vygotsky and Education: Instructional implications and applications of sociohistorical psychology. NY: Cambridge UP
PIETERSE, M. (2008). Conversas de bebé. Lisboa: Livros Horizonte.
QUINTINO-AIRES, J.M. (2010). Neurogénese da linguagem: uma contribuição marxista à filosofia da Psicologia. S. Paulo: IPAF.
SIM-SIM, I., SILVA, A. & NUNES, C. (2008). Linguagem e comunicação no Jardim de Infância. Lisboa: Direcção Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular/ME. Acessível a partir de: https://www.dge.mec.pt/sites/default/files/EInfancia/documentos/linguagem_comunicacao_jardim_infancia.pdf

Bibliografia Complementar

G) BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

ALARCÃO, I. et al. (2009). Intercompréhension et plurilinguisme: (re)configurateurs épistémologiques d'une didactique des langues. Revue d¿Études de Linguistique Appliquée, nº153 (11-24)
ANDRADE, A. I., PINHO, A. S. & SANTOS, L. (2010). Trajectórias em torno da intercompreensão: possibilidades de formação para a autonomia. In Peter Doyé & Franz-Joseph Meissner (eds.). Lernerautonomie durch Interkomprehension / L'autonomisation de l'apprenant par l'intercompréhension / Promoting Lerner Autonomy through Intercomprehension. Tübingen: Narr Verlag, pp.173-192.
ARAÚJO E SÁ, M. H. et al. (2006). Comunicação electrónica em contextos de educação linguística. Teorias e práticas. Intercompreensão, 13. Santarém: ESE e Edições Cosmo.
BARBEIRO, L. & FERRÃO TAVARES, C. (2008). TIC: implicações e potencialidades para a leitura e a escrita. Intercompreensão, 14, pp. 129-157. Chamusca: Edições Cosmos. Escola Superior de Educação de Santarém.
BARBEIRO, L. (2007) Blogues, escrita e aprendizagem: O caso do blogue Interescolas. Actas do 3.º Encontro de Reflexão sobre a Escrita. Leiria: Escola Superior de Educação
BRUNER, J. (2002). Actos de significado: para uma psicologia cultural (2ªed.). Lisboa: Edições 70.
CANDELIER, M. (coord.) (2007). A travers les langues et les cultures. Across languages and cultures. Graz: ECML (European Centre for Modern Languages).
CONSELHO DA EUROPA. (2001) Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas. Porto: Edições Asa. Online em:
http://area.dge.mec.pt/gramatica/Quadro_Europeu_total.pdf

COSTA, J. e SANTOS, A. L. (2003). A falar como os bebés. O desenvolvimento linguístico das crianças. Primeiros passos. Lisboa: Editorial Caminho, SA.
CAPUCHO et al (2008). Diálogos em intercompreensão. Actas do Colóquio de Lisboa, Setembro 2007. Online em: http://redinter.eu/dialintercom/es.html
FERRÃO Tavares, C. (2007). Didáctica do Português no 1º Ciclo. Língua materna e não materna. Porto Editora.
FURTOSO, Viviane B. (2009). (Org.) Formação de professores de português para falantes de outras línguas: reflexões e contribuições. Londrina: EDUEL.
MOLL, L.C. (1990). Vygotsky and Education: Instructional implications and applications of sociohistorical psychology. New York: Cambridge University Press.
PIETERSE, M. (2008). Conversas de bebé. Lisboa: Livros Horizonte.
QUINTINO-AIRES, J.M. (2010). Neurogénese da linguagem: uma contribuição marxista à filosofia da Psicologia. S. Paulo: IPAF editora.
RIGOLET, Sylviane (1998). Para uma Aquisição Precoce e Optimizada da Linguagem. Porto: Porto Editora.
SANTOS, J. dos (1983). Ensaios sobre Educação ¿ II: O falar das letras. Lisboa: Livros Horizonte.
SANTOS, Leonor (2007). Intercompreensão, aprendizagem de línguas e didática do plurilinguismo. Aveiro: Universidade de Aveiro. Online em: http://ria.ua.pt/handle/10773/1468
SANTOS, Liliane & SIMÕES, Darcilia (org.) (2008) Ensino do Português e Novas Tecnologias. Coletânea de textos apresentados no I SIMELP ¿ Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa. Universidade de São Paulo - USP.
SIM-SIM, Inês (org.) (2004). Avaliação da linguagem oral. Um contributo para o conhecimento do desenvolvimento linguístico das crianças portuguesas. 3ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian/Serviço de Educação e Bolsas.
TAVARES, J., & ALARCÃO, I. (1989). Psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem. Coimbra: Almedina.
TEIXEIRA, M. SILVA, I. & SANTOS, L. (org.) (2011). Novos Desafios no Ensino do Português. Santarém: Escola Superior de Educação. ISBN 978-972-9434-04-4 (e-book).
VIANA, F.L., & TEIXEIRA, M.M. (2002). Aprender a ler: da aprendizagem informal à aprendizagem formal. Porto: ASA.
VIGOTSKI, L.S. (2001). A construção do Pensamento e da Linguagem (1ªed.). S.Paulo: Martins Fontes.
WERTSCH, J. (1985). The semiotic mediation of mental life: L.S.Vygotsky and M.M.Bakhtin. In E.Mertz & R.J. Parmentier (Eds