| Código: | LE-EAF | Sigla: | EAF | |
| Área Científica: | Enfermagem | |||
| Área de Ensino: | 1º Ciclo |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Ano Curricular | Créditos | Horas Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|
| L3ENF1 | 15 | Licenciatura Enfermagem | 3º | 3 | 0 | 0 |
| Ensino Teórico: | 15,00 |
| Teórico-Práticas: | 12,50 |
| Seminários: | 8,33 |
| Orientação Tutorial: | 4,17 |
Docência - Horas Semanais
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Docência - Responsabilidades
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Capacidade para a avaliação, interpretação e síntese crítica de informações que facilitem a compreensão dos padrões de atividade física de uma pessoa ou de grupo específico;
Capacidade, integrando equipas de saúde, para a aplicação dos seus conhecimentos, tendo em vista apoiar e promover a saúde, o bem-estar e o conforto de pessoas e grupos, sustentados em orientações (guidelines) e evidência científica atualizadas.
Conceitos fundamentais e orientações gerais para a prática da atividade física;
Hábitos de atividade física na população portuguesa e europeia;
Benefícios para a saúde da prática regular de atividade física;
Riscos da inatividade física para a saúde e bem-estar;
Prática segura da atividade física;
A atividade física ao longo do ciclo vital;
A atividade física em populações/grupos com necessidades especiais;
Orientações (guidelines), nacionais e internacionais, de suporte ao enfermeiro e equipa de saúde na implementação de programas de atividade física face a pessoas ou grupos específicos
A prática da atividade física tem sido tradicionalmente associada às áreas do lazer e da educação. No entanto, recentemente tem sido reconhecida, face à evidência dos seus elevados benefícios para a saúde e bem-estar das populações, como uma estratégia fundamental de saúde pública.
Perante a evidência da relação entre a prevalência de doenças decorrentes da inatividade física, o enfermeiro, enquanto promotor de padrões de comportamentos saudáveis, tem a responsabilidade de identificar, interpretar e intervir na promoção da prática da atividade física regular e adequada à pessoa ou grupo.
A proximidade com as pessoas, que decorre da natureza do seu trabalho, deverá constituir-se como uma mais valia neste processo de articulação interprofissional. Atendendo a que a implementação de programas de atividade física deverá ter em conta uma prática profissional segura, integrando a equipa de saúde, terá necessariamente de avaliar, interpretar e fundamentar eventuais limitações clínicas decorrentes das especificidades da pessoa ou grupo, bem como integrar orientações decorrentes da mais atualizada evidência científica.
Preconiza-se a mobilização das seguintes metodologias: sessões letivas teóricas e teórico práticas de enquadramento e pesquisa sobre temáticas da unidade curricular; a análise, em grupo, e sua discussão, em seminário, de temáticas relacionadas com populações específicas a negociar entre estudantes e professores; as atividades de orientação tutorial serão utilizadas na orientação dos diferentes grupos durante a elaboração das apresentações em sala de aula.
A componente autónoma da UC deverá ser cumprida pelo estudante através de pesquisa e análise de bibliografia científica relativa às temáticas abordadas e de outras consideradas relevantes para aprofundamento/consolidação de conhecimento que promova o desenvolvimento das competências previstas para esta UC.
O processo de avaliação contínua da UC decorrerá da elaboração e apresentação em seminário de um trabalho de grupo relativo a uma temática a discutir e acordar com o professor e na realização de uma prova individual de avaliação de conhecimentos (frequência). Cada um destes instrumentos concorre com 50% para a média aritmética que definirá a classificação final da UC.
Para ter sucesso na mesma, a avaliação individual terá que ser igual ou superior a 10 (dez) valores.
Caso o estudante não obtenha esta classificação, terá como recurso para concretizar esta UC a realização de exame previsto nas épocas respetivas.
Pretende-se que as metodologias utilizadas promovam a participação ativa do estudante ao longo de todo o processo ensino/aprendizagem e a compreensão e análise crítica dos conteúdos desta unidade curricular. Neste sentido, a utilização destas estratégias, como revisão de literatura orientada, sessões letivas teóricas, teórico práticas, de orientação tutorial e de seminário sobre temáticas relacionadas com pessoas e grupos específicos, visam capacitar o estudante para a identificação de fatores que decorrem da inatividade física e sedentarismo e que se revelam geradores de desequilíbrio no processo saúde/doença e para que seja capaz de, face aos dados identificados e ao seu conhecimento sobre as limitações de alguns grupos específicos, tendo em conta orientações (guidelines) atualizadas e uma prática de enfermagem segura, colaborar na implementação e avaliação da pessoa ou grupo em programa de atividade física.
Pretende-se, também, o desenvolvimento de capacidades que lhes permitam, para além de compreender a intervenção do enfermeiro no âmbito da promoção da atividade física como prática integrada de saúde e bem-estar, ao longo do ciclo vital humano, e ligada a grupos com necessidades especiais, estabelecer estratégias de atuação prática, em colaboração com profissionais de outras áreas com afinidades com esta temática. Com a análise, apresentação e discussão em sala de aula, em grupo, de temáticas específicas relacionadas com a prática da atividade física em populações especiais, pretende-se que o estudante demonstre conhecimentos fundamentados que lhes permitam, posteriormente, desenvolver competências sistémicas, nos diferentes contextos da sua prática clínica.
American College of Sports Medicine (2011). Manual do ACSM para avaliação da aptidão física relacionada à saúde (3ª ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
American College of Sports Medicine (2018). Diretrizes do ACSM para os testes de esforço e sua prescrição (10ª ed.). Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
Camargo, E. & Añez C. (2020). Diretrizes da OMS para atividade física e comportamento sedentário: num piscar de olhos. ISBN 978-65-00-15021-6 .
Direção-Geral da Saúde (2019). Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física. Lisboa: Ministério da Saúde.
Huber, F. E., & Wells, C. L. (2009). Exercícios terapêuticos: Planeamento do tratamento para progressão. Loures: Lusodidacta.
World Health Organization (2018). Global action plan on physical activity 2018¿2030: more active people for a healthier world¿ Switzerland. ISBN 978-92-4-151418-7
World Health Organization (2022). Global status report on physical activity 2022. ISBN 978-92-4-005915-3
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