Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)
No final desta unidade curricular os estudantes deverão se capazes de:
1. Conhecer os processos de mudança do comportamento dos clientes que são importantes para o desenvolvimento de programas de alteração de estilos de vida saudáveis;
2. Desenhar, construir, desenvolver e inovar procedimentos de intervenção profissional para a alteração de estilos de vida saudáveis;
3. Saber intervir de forma adequada, desenvolvendo estratégias de intervenção profissional compatíveis com os objetivos de um programa de alteração de estilos de vida saudáveis.
Conteúdos programáticos
I. Teorias e investigação científica de suporte ao desenvolvimento de programas de promoção de estilos de vida saudáveis;
II. Processo de intervenção profissional para o desenvolvimento de programas de estilos de vida saudáveis;
III. Protocolo de intervenção profissional para a conceção de programas de educação e promoção de estilos de vida saudáveis;
IV. Adaptação dos programas de estilos de vida saudáveis às necessidades de diferentes grupos e às especificidades dos diferentes contextos de intervenção;
V. Princípios éticos orientadores da intervenção profissional no contexto do desporto e da atividade física.
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular
Os conteúdos programáticos encontram-se diretamente articulados com os objetivos de aprendizagem, assegurando uma progressão entre a compreensão dos processos de mudança comportamental e a aplicação de estratégias de intervenção profissional. A abordagem das teorias e da investigação científica de suporte à promoção de estilos de vida saudáveis (I) permite fundamentar o conhecimento dos processos de mudança do comportamento (Objetivo 1). O estudo do processo de intervenção profissional e dos respetivos protocolos (II e III) proporciona os conhecimentos e competências necessários à conceção, desenvolvimento e inovação de programas de alteração de estilos de vida saudáveis (Objetivo 2). A adaptação dos programas às necessidades de diferentes grupos e contextos (IV) promove a capacidade de selecionar e implementar estratégias de intervenção adequadas (Objetivo 3). Por fim, os princípios éticos (V) asseguram uma intervenção profissional responsável, adequada e contextualizada.
Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico
As metodologias de ensino e aprendizagem adotadas promovem a articulação entre o conhecimento científico e a sua aplicação prática, procurando desenvolver competências de intervenção profissional no domínio da promoção de estilos de vida saudáveis.
São utilizadas aulas teóricas, orientadas para a exposição, sistematização e discussão dos principais conceitos, modelos e evidência científica, e aulas teórico-práticas, através de seminários, workshops, análise de situações e atividades de aplicação. Estas metodologias permitem aos estudantes compreender os fundamentos da mudança comportamental e mobilizar esse conhecimento na conceção e desenvolvimento de programas de promoção de estilos de vida saudáveis.
Recorre-se também à Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning), através de atividades orientadas para a análise e resolução de problemas e desafios próximos da realidade profissional. Esta abordagem promove a integração entre ciência e prática, o pensamento crítico, a autonomia, a tomada de decisão e a capacidade de adaptação das estratégias de intervenção às características dos diferentes públicos e contextos.
As atividades desenvolvidas privilegiam a participação ativa dos estudantes, a reflexão crítica e a aplicação dos conhecimentos a situações concretas, contribuindo para o desenvolvimento das competências necessárias à conceção, implementação e adaptação de programas de estilos de vida saudáveis, tendo em consideração os princípios éticos da intervenção profissional.
O estudo autónomo é apoiado através da plataforma MOODLE ESDRM, onde são disponibilizados materiais pedagógicos, referências bibliográficas e outros recursos de apoio, permitindo aos estudantes aprofundar os conteúdos abordados e organizar o seu percurso de aprendizagem.
Avaliação
Avaliação Contínua: Trabalho escrito em grupo de dois alunos (60%; nota mínima: 10 valores); Apresentação do trabalho (20%; nota mínima: 10 valores); Defesa oral individual do trabalho (20%; nota mínima: 10 valores).
Os estudantes que cumpram todos os elementos da avaliação contínua estão dispensados do exame final. Todos os outros casos devem prestar provas em exame final.
Exame Final: Trabalho Individual (50%; nota mínima: 10 valores); Prova Escrita (30%; nota mínima: 10 valores); Prova Oral (20%; nota mínima: 10 valores).
Os estudantes em regime especial devem dirigir-se ao regente de modo a formalizar um modelo de avaliação personalizado e ajustado às suas condições específicas, garantindo a avaliação dos conhecimentos e competências.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular
As metodologias de ensino e avaliação adotadas encontram-se articuladas com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular, promovendo uma progressiva mobilização dos conhecimentos científicos para a intervenção profissional.
As sessões de exposição de conteúdos permitem a aquisição e sistematização dos conhecimentos fundamentais sobre os processos de mudança comportamental e os princípios que sustentam a conceção de programas de promoção de estilos de vida saudáveis. As sessões teórico-práticas, organizadas em formato de seminário e workshop, promovem a participação ativa e a autonomia dos estudantes na conceção e desenvolvimento de propostas de intervenção.
A utilização de estudos de caso permite aproximar a aprendizagem de situações concretas de intervenção profissional, estimulando o trabalho colaborativo e o desenvolvimento do pensamento crítico. A partir dos problemas apresentados, os estudantes são orientados a identificar necessidades, pesquisar e analisar informação, discutir diferentes perspetivas, fundamentar decisões e propor estratégias de intervenção adequadas aos objetivos, públicos e contextos específicos.
A avaliação, através das atividades e produtos desenvolvidos ao longo da unidade curricular, permite verificar a capacidade dos estudantes para mobilizar os conhecimentos adquiridos na elaboração de programas de intervenção, desde a identificação e diagnóstico das necessidades, passando pela definição de objetivos e estratégias, até à implementação e avaliação das intervenções.
Deste modo, a articulação entre exposição de conteúdos, atividades teórico-práticas, estudos de caso e avaliação permite assegurar o desenvolvimento integrado dos conhecimentos e competências previstos nos objetivos de aprendizagem da unidade curricular.
Bibliografia de consulta (existência obrigatória)
Bartholomew Eldredge, L. K., et al. (2016). Planning health promotion programs: An Intervention Mapping approach (4th ed.). Jossey-Bass.
Major, M. G., et al. (2024). Intervention Mapping for refining a sport-based public health intervention in rural schools. International Journal of Environmental Research and Public Health, 21(12), 1557.
Zimu, P. M., Van Heerden, H. J., & Grace, J. M. (2024). Nyakaza-Move-for-Health: A culturally tailored physical activity intervention for adolescents in South Africa using the Intervention Mapping protocol. Journal of Primary Care & Community Health, 15.
Barene, S., Johansen, P. F., Tjomsland, H. E., Olberg, R. I., & Thurston, M. (2025). Applying Intervention Mapping to develop a program for promoting short physical activity breaks during class time in upper secondary schools: The MOVE12 protocol study. Frontiers in Sports and Active Living, 6.