| Código: | AFEVS5207 | Sigla: | PS | |
| Área Científica: | Ciências do Desporto | |||
| Área de Ensino: | Ciências do Desporto |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Ano Curricular | Créditos | Horas Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|
| AFEVS | 20 | DGES - R/A-CR 14/2013/AL03, de 30/06/2026 | 2º | 3 | 26 | 84 |
Docência - Horas Semanais
|
Docência - Responsabilidades
|
1. Conhecer os objetivos e âmbito da Psicologia da Saúde;
2. Compreender o contributo dos fatores biológicos, psicológicos e sociais na promoção da saúde e na doença;
3. Compreender os contributos da Psicologia da Saúde na gestão da doença, promoção da saúde e bem- estar;
4. Integrar na prática os princípios e modelos compreensivos da Psicologia da Saúde;
5. Analisar e avaliar os contributos de estilos de vida saudáveis na promoção da saúde e na recuperação da doença;
6. Conhecer os princípios da Psicologia da Saúde necessários para explicar o comportamento e, por conseguinte, para influenciar a mudança comportamental;
7. Discutir e fundamentar estratégias de educação para a saúde, prevenção da doença e promoção da saúde em diferentes contextos de intervenção.
1. Psicologia da Saúde: Conceptualização e Métodos de Investigação;
1.1 A Psicologia como disciplina científica: objeto e métodos de estudo;
1.2 Definição(ções) de Saúde;
1.3 A Psicologia da Saúde: contexto histórico científico, âmbito e objetivos;
2. Perspetiva sistémica e ecológica da Saúde/Doença: fatores que contribuem para a saúde/doença;
3. Personalidade e Saúde;
4. Crenças individuais sobre saúde, doença e comportamento de saúde;
5. Processos psicológicos e psicossociais relevantes para a saúde: stress e ansiedade; resiliência e autoconfiança; comportamentos de risco para a saúde; inserção/suporte social; educação para a saúde;
6. Intervenções da Psicologia da Saúde: programas de prevenção, promoção da saúde e estilos de vida saudáveis;
7. Aplicação prática dos conteúdos da Psicologia da Saúde: definição e fundamentação de estratégias de intervenção dirigidas a contextos e populações específicas.
Os conteúdos programáticos (CP) foram organizados de forma sequencial, permitindo uma progressão desde os conceitos fundamentais da Psicologia da Saúde até à sua aplicação em contextos de promoção da saúde e intervenção.
Inicialmente, os conteúdos relativos à conceptualização da Psicologia da Saúde, aos seus métodos de investigação e aos modelos explicativos da saúde e da doença (CP1 e CP2) permitem aos estudantes compreender o âmbito da disciplina, bem como a influência dos fatores biológicos, psicológicos e sociais nos processos de saúde e doença, contribuindo para a concretização dos Objetivos 1, 2 e 3.
Os conteúdos dedicados à personalidade, às crenças individuais sobre saúde e aos principais processos psicológicos associados à saúde (CP3, CP4 e CP5) aprofundam a compreensão dos fatores que influenciam os comportamentos de saúde, proporcionando os conhecimentos necessários para explicar a adoção e manutenção de estilos de vida saudáveis e fundamentar estratégias de mudança comportamental, em consonância com os Objetivos 3, 5 e 6.
Por último, os conteúdos relativos às intervenções em Psicologia da Saúde e à definição de estratégias de intervenção dirigidas a diferentes contextos e populações (CP6 e CP7) promovem a integração e aplicação dos conhecimentos adquiridos, permitindo aos estudantes planear e discutir estratégias de prevenção, educação para a saúde e promoção de estilos de vida saudáveis, em coerência com os Objetivos 4, 5, 6 e 7.
As metodologias de ensino-aprendizagem articulam momentos de exposição e discussão dos conteúdos com estratégias centradas no estudante, promovendo a participação ativa e a aplicação do conhecimento em contextos reais.
As aulas teóricas privilegiam a exposição participada dos conteúdos fundamentais da unidade curricular, estimulando a participação dos estudantes através da discussão orientada e da análise crítica dos principais conceitos e modelos da Psicologia da Saúde. Nas aulas teórico-práticas adota-se uma metodologia ativa e centrada no estudante, promovendo a compreensão, a transferência e a aplicação dos conhecimentos em contextos próximos da prática profissional. Para esse efeito recorrem-se a estratégias diversificadas, como a pesquisa e análise crítica de literatura e outros recursos científicos, a análise e discussão de casos, o visionamento e reflexão sobre materiais audiovisuais, a resolução de problemas, a simulação de situações de intervenção (role-playing) e a realização de atividades colaborativas.
Estas metodologias visam desenvolver competências de pensamento crítico, argumentação, comunicação, tomada de decisão e integração dos conhecimentos teóricos na resolução de problemas relacionados com a promoção da saúde e da adoção de estilos de vida saudáveis.
Avaliação contínua e exame, na Época Normal, exigem 2/3 (67%) de presenças, salvo alunos em situação especial.
Avaliação contínua: Tarefas autónomas de aplicação e integração dos conhecimentos (20%) e 2 provas escritas (40% + 40%); Inicia-se com a realização do 1.º elemento (nota mínima de 8 valores em cada elemento de avaliação); Classificação final: Média ponderada de todos elementos; Dispensa de exame final: Classificação igual/superior a 10 valores na avaliação contínua; Se classificação final inferior a 10 valores, o aluno reprovará e será admitido em Época de Recurso e Especial.
Exame Final, em Época Normal: Prova escrita (50%) e prova oral (50%); Inicia-se com a realização do teste escrito; Todos os elementos são individuais e presenciais e com classificação igual/superior a 10 valores; Classificação final: Média aritmética dos 2 elementos..
Alunos que não optarem pela avaliação Época Normal (contínua e exame) ou não cumpram as condições descritas, serão avaliados nas Épocas de Recurso e Especial. Exame contemplará uma prova escrita (50%) e uma prova oral (50%); Todos os elementos são individuais e presenciais e com classificação igual/superior a 10 valores; Classificação final: Média aritmética dos 2 elementos.
Os alunos em situação especial serão avaliados com os mesmos métodos e de acordo com o Regulamento de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades da ESDRM em vigor.
As metodologias de ensino e os métodos de avaliação foram definidos de forma coerente com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular, articulando a aquisição de conhecimentos científicos com a sua aplicação em contextos relacionados com a promoção da saúde e dos estilos de vida saudáveis.
A exposição participada, a discussão orientada e a análise dos conceitos fundamentais da Psicologia da Saúde favorecem a aquisição e compreensão dos conhecimentos relativos ao âmbito da disciplina, aos determinantes biopsicossociais da saúde e da doença e aos contributos da Psicologia da Saúde para a promoção da saúde e do bem-estar, contribuindo para a concretização dos objetivos 1, 2 e 3.
As metodologias ativas, nomeadamente a análise de casos, a resolução de problemas, a análise crítica de recursos científicos e audiovisuais, as simulações (role-playing), as atividades colaborativas e as tarefas autónomas de aplicação e integração dos conhecimentos, promovem a mobilização dos conteúdos em situações próximas da prática profissional, desenvolvendo competências de pensamento crítico, argumentação, tomada de decisão e planeamento de estratégias de intervenção, em consonância com os objetivos 4, 5, 6 e 7.
A avaliação contínua, através de tarefas autónomas de aplicação e integração dos conhecimentos e de provas escritas, permite avaliar quer a aquisição dos conhecimentos teóricos, quer a capacidade de os integrar e aplicar na análise de problemas relacionados com a saúde e os estilos de vida saudáveis. A realização de provas individuais presenciais, escritas e orais, assegura ainda a avaliação das competências de compreensão, análise, integração e comunicação dos conhecimentos adquiridos.
- Cohen, S., Kamarck, T., & Mermelstein R. (1983). A Global Measure of Perceived Stress. Journal of Health and Social Behavior, 24, 385-396;
- Ogden, J. (2012). Health Psychology (5 ed.). McGraw-Hill Education;
- Marks, D., Murray, M., Evans, B., & Estacio, E. (2013). Health Psychology. Theory, Research and practice. LA: SAGE.
- Pervin, L. A. (1990) (Ed.). Handbook of Personality. Theory and Research. The Guilford Press.
- Ryan, R. & Frederick, C. (1997). On energy, personality, and health: subjective vitality as a dynamic reflection of well-being. Journal of Personality, 63(3), 529-565;
- Rodrigues, F., Teixeira, D., Cid, L., & Monteiro, D. (2019). Have you been exercising lately? Testing the role of past behavior on exercise adherence. Journal of Health Psychology,26(10), 1482-1493;
- Segre, M. & Ferraz, F.C. (1997). O conceito de saúde. Revista de Saúde Pública, 31(5), 538-542.
- Teixeira, A. (2007) (Org.). Psicologia da Saúde. Contextos e áreas de intervenção. Climepsi Editores.