| Código: | ESDRM5002 | Sigla: | AFPD | |
| Área Científica: | Ciências do Desporto | |||
| Área de Ensino: | Ciências do Desporto |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Ano Curricular | Créditos | Horas Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|
| AFEVS | 3 | DGES - R/A-CR 14/2013/AL03, de 30/06/2026 | 1º | 3 | 26 | 84 |
| LLDCFS | 11 | DGES - R/A-EF 3309/2011/AL03, de 30/06/2026 | 1º | 3 | 26 | 75 |
| LLDNT1 | 4 | DGES - R/A-EF 3308/2011/AL03, de 06/07/2026 | 1º | 3 | 26 | 75 |
| LLTD | 4 | DGES - R/A-EF 3310/2011/AL03, de 30/06/2026 | 1º | 3 | 26 | 75 |
Docência - Horas Semanais
|
Docência - Responsabilidades
|
No final da U. Curricular, o estudante deverá ser capaz de:
1. Identificar e contextualizar a evolução histórica das conceções e modelos de intervenção dirigidos às pessoas com deficiência;
2. Caracterizar as tendências políticas, sociais e educativas que enquadram a Atividade Física Adaptada (AFA);
3. Caracterizar a AFA nas vertentes da reabilitação, educação, recreação e competição, reconhecendo benefícios, barreiras e facilitadores;
4. Explicar o papel da AFA na promoção da saúde, prevenção e intervenção junto de pessoas com deficiência;
5. Planear intervenções em AFA considerando a funcionalidade, o contexto e os fatores ambientais;
6. Aplicar procedimentos de avaliação funcional e de segurança para a participação em programas de atividade física (AF) e aptidão física;
7. Selecionar estratégias de prescrição da AF adequadas às características e necessidades individuais;
8. Implementar estratégias técnicas e pedagógicas promotoras de uma intervenção segura, inclusiva e centrada na pessoa.
1. Fundamentos da Atividade Física Adaptada (AFA):
1.1 Evolução histórica das conceções e modelos de intervenção na deficiência;
1.2 Pessoas com deficiência em Portugal: caracterização e participação;
1.3 Conceito, vertentes e benefícios da AFA;
1.4 Barreiras e facilitadores à participação em AF;
2. Promoção da saúde, funcionalidade e participação:
2.1 Papel da AFA na promoção da saúde, prevenção da doença e qualidade de vida;
2.2 Recomendações para a prática de AF em pessoas com deficiência;
2.3 Funcionalidade, participação e fatores que influenciam a prática da AF;
3. Avaliação e prescrição em AFA:
3.1 Avaliação prévia à participação;
3.2 Princípios da prescrição da AF e aptidão física;
4. Estratégias de intervenção em AFA:
4.1 Estratégias técnicas e pedagógicas;
4.2 Adaptação das atividades em função do perfil de funcionalidade;
5. Desporto para pessoas com deficiência:
5.1 Enquadramento e organização do desporto de competição;
5.2 Modalidades e sistemas de classificação desportiva.
Os conteúdos programáticos (CP) foram estruturados de forma progressiva e articulada com os objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular.
Os conteúdos relativos aos fundamentos da Atividade Física Adaptada (AFA) (CP1) permitem identificar a evolução histórica das conceções da deficiência e caracterizar o enquadramento político, social e educativo da AFA (OA1 e OA2). A abordagem às vertentes, benefícios, barreiras e facilitadores da AFA (CP1), bem como ao seu papel na promoção da saúde (CP2), suporta a compreensão dos princípios e contextos de intervenção previstos nos OA3 e OA4. Os conteúdos referentes à avaliação, prescrição e planeamento da intervenção (CP3) desenvolvem competências para planear, avaliar e prescrever programas de atividade física ajustados às características e funcionalidade da pessoa (OA5, OA6 e OA7). Por último, as estratégias técnicas e pedagógicas (CP4), articuladas com o enquadramento do desporto para pessoas com deficiência (CP5), favorecem a aplicação integrada dos conhecimentos em contextos de intervenção, contribuindo para o desenvolvimento das competências previstas no OA8.
A articulação entre os conteúdos programáticos e os objetivos de aprendizagem assegura uma progressão coerente das aprendizagens, promovendo a aquisição integrada de conhecimentos, competências e capacidades de intervenção profissional.
A unidade curricular desenvolve-se através de aulas teórico-práticas, combinando metodologias expositivas e participativas, numa lógica de articulação entre os fundamentos científicos e a sua aplicação prática. A apresentação e discussão dos conteúdos é complementada por metodologias ativas de aprendizagem, incluindo pesquisa orientada, estudo e análise crítica de textos, análise de material audiovisual, discussão de casos, resolução de problemas e exercícios de role-playing. São ainda desenvolvidas atividades práticas de experimentação e adaptação de tarefas, materiais e estratégias de intervenção, bem como a simulação de situações reais no âmbito da Atividade Física Adaptada.
Estas metodologias promovem a participação ativa dos estudantes, a reflexão crítica e a aplicação dos conhecimentos em diferentes contextos profissionais de intervenção, favorecendo o desenvolvimento de competências técnicas, pedagógicas e relacionais.
Avaliação contínua e exame, na Época Normal, exigem 2/3 (67%) de presenças, salvo alunos em situação especial.
Avaliação contínua: Trabalho de grupo (n=3) (25%), apresentação do trabalho (15%) e teste escrito (60%); Inicia-se com a realização do 1.º elemento (nota mínima de 8 valores em cada elemento de avaliação); Classificação final: Média ponderada de todos elementos; Dispensa de exame final: Classificação igual/superior a 10 valores na avaliação contínua; Se classificação final inferior a 10 valores, o aluno reprovará e será admitido em Época de Recurso e Especial.
Exame Final, em Época Normal: Trabalho de pesquisa (25%), apresentação do trabalho (15%) e teste escrito (60%); Inicia-se com realização do teste escrito; Todos os elementos são individuais e presenciais e com classificação igual/superior a 10 valores; Classificação final: Média ponderada de todos elementos;
Alunos que não optarem pela avaliação em Época Normal (contínua e exame) ou não cumpram as condições descritas, serão avaliados nas Épocas de Recurso e Especial. Exame contemplará uma prova escrita (50%) e uma prova oral (50%); Todos os elementos são individuais e presenciais e com classificação igual/superior a 10 valores; Classificação final: Média aritmética dos dois elementos.
Os alunos em situação especial serão avaliados com os mesmos métodos e de acordo com o Regulamento de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades da ESDRM em vigor.
As metodologias de ensino e aprendizagem e os instrumentos de avaliação encontram-se alinhados com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular.
As metodologias expositivas e participativas, complementadas por metodologias ativas, como a pesquisa orientada, a análise crítica de textos, a discussão de casos, a resolução de problemas, os exercícios de role-playing e as atividades práticas de experimentação e adaptação, promovem a aquisição progressiva de conhecimentos e o desenvolvimento de competências, permitindo aos estudantes aplicar, adaptar e refletir sobre estratégias de intervenção em situações próximas da prática profissional.
O teste escrito permite avaliar a aquisição e integração dos conhecimentos científicos relativos aos fundamentos da Atividade Física Adaptada, à promoção da saúde, à avaliação e à prescrição da atividade física. Os trabalhos de pesquisa e respetiva apresentação avaliam a capacidade de pesquisa, análise crítica, comunicação científica e aplicação dos conhecimentos a situações concretas de intervenção.
A articulação entre metodologias de ensino, estratégias de aprendizagem e instrumentos de avaliação assegura a coerência pedagógica da unidade curricular e a concretização dos objetivos de aprendizagem definidos.
-ACSM (2021). ACSM's Guidelines for Exercise Testing and Prescriptio (11 ed). Wolters Kluwer;
-APCAS (2017). Desporto com sentido. Manual de desporto adaptado (2 ed). APCAS;
-DGS (2023). Manual de AFA para Pessoas com Deficiência-PNPAF. Direção-Geral da Saúde;
-Marques, U., Castro, J., & Silva., M. (2001). AFA: uma visão crítica. Rev. Portuguesa de Ciências do Desporto, 1(1), 73-79;
-Rimmer, J. H., Riley, B., Wang, E., Rauworth, A., & Jurkowski, J. (2004). Physical activity participation among persons with disabilities: Barriers and facilitators. American Journal of Preventive Medicine, 26(5), 419¿425;
-Thomas, N. & Smith, A. (2009). Disability, Sport and Society. An introduction. Routledge;
-Vitorino, A., et al. (2015). AFA na população com necessidades especiais. Rev. Científica da FPDD, 1(1), 46-50;
-WHO (2020). WHO Guidelines on physical activity and sedentary behaviour. WHO;
-Winnick, J. & Porretta, D.L. (Ed.) (2021). Adapted Physical Education and Sport (7 ed). H. Kinetics Publishers.