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Mudança Comportamental em Atividade Fisica e Saúde

Código: MAFS5113    Sigla: MCAFS
Área Científica: Ciências do Desporto

Ocorrência: 2026/27 - 2S

Área de Ensino: MAFS - Ciências do Desporto

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
MAFS 16 DGES-R/A-Ef 3311/2011/AL02, de 27/02/2025 1º 4 30 100

Horas Efetivamente Lecionadas

Docência - Horas Semanais

Ensino Teórico: 1,00
Teórico-Práticas: 0,66
Outras: 0,33

Tipo Docente Turmas Horas
Ensino Teórico Totais 1 1,00
Anabela Pereira dos Santos de Sousa Vitorino - ESD   0,17
Nuno Rafael Pedro do Couto - ESD   0,50
Teórico-Práticas Totais 1 0,66
Anabela Pereira dos Santos de Sousa Vitorino - ESD   0,33
Nuno Rafael Pedro do Couto - ESD   0,33
Outras Totais 1 0,33
Nuno Rafael Pedro do Couto - ESD   0,17

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
Anabela Pereira dos Santos de Sousa Vitorino - ESD Responsável

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

No final da unidade curricular, os estudantes deverão ser capazes de:

1. Compreender e analisar os determinantes biopsicossociais da atividade física e da mudança comportamental, com base na evidência científica;
2. Comparar criticamente os principais modelos e teorias da mudança comportamental aplicados à atividade física e saúde;
3. Selecionar e aplicar técnicas de mudança comportamental adequadas às características das populações e aos contextos de intervenção;
4. Planear e fundamentar intervenções de promoção da atividade física e saúde, utilizando modelos teóricos e estratégias baseadas na evidência;
5. Avaliar criticamente intervenções e tendências emergentes na promoção da atividade física e mudança comportamental, integrando tecnologias digitais e princípios éticos na prática profissional.

Conteúdos programáticos

1. Fundamentos da mudança comportamental (MC) em atividade física (AF) e saúde: AF enquanto comportamento de saúde; determinantes biopsicossociais; modelo socioecológico;
2. Determinantes da MC: motivação, autoeficácia, autorregulação, formação de hábitos, barreiras e facilitadores da prática de AF;
3. Modelos e teorias da MC: Modelo Transteórico, Teoria do Comportamento Planeado, Teoria Social Cognitiva, Modelo de Crenças em Saúde, Teoria da Autodeterminação, COM-B e Behaviour Change Wheel;
4. Técnicas de MC: Behaviour Change Techniques - S. Michie e entrevista motivacional - Miller e Rollnich;
5. Avaliação e planeamento de intervenções: avaliação da AF e dos determinantes comportamentais; planeamento, implementação e avaliação de intervenções baseadas na evidência;
6. Tendências atuais na promoção da AF e MC: saúde digital, wearables, aplicações móveis, inteligência artificial e intervenções personalizadas para promoção da AF e saúde.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

Os conteúdos programáticos (CP) encontram-se organizados de forma progressiva e articulada, assegurando a consecução dos objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular. 
Os conteúdos introdutórios (CP1 e CP2) permitem compreender os determinantes biopsicossociais da atividade física e da mudança comportamental, sustentando o desenvolvimento de competências de análise crítica (OA1). O estudo dos principais modelos e teorias da mudança comportamental (CP3) proporciona aos estudantes os conhecimentos necessários para comparar criticamente diferentes perspetivas conceptuais e fundamentar a sua aplicação em contextos de promoção da atividade física e saúde (OA2). A abordagem das técnicas de mudança comportamental (CP4) desenvolve competências de seleção e aplicação de estratégias de intervenção adequadas às características das populações e dos contextos (OA3). Os conteúdos relativos ao planeamento, implementação e avaliação de intervenções baseadas na evidência (CP5) permitem aos estudantes conceber e fundamentar programas de promoção da atividade física e saúde (OA4). Finalmente, a análise das tendências emergentes, incluindo a saúde digital, as tecnologias de monitorização e as intervenções personalizadas (CP6), promove uma reflexão crítica sobre os desafios atuais da área, integrando princípios éticos e inovação tecnológica na prática profissional (OA5).

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico

As metodologias de ensino-aprendizagem articulam momentos de exposição e discussão dos conteúdos com estratégias centradas no estudante, promovendo a participação ativa e a aplicação do conhecimento em contextos reais. 
As aulas teóricas privilegiam a apresentação, análise crítica e discussão dos principais conceitos e evidências científicas. Nas aulas teórico-práticas recorre-se a metodologias ativas, designadamente aprendizagem invertida (Flipped Classroom), aprendizagem baseada em problemas, estudo de casos, role-play, workshops, análise crítica de artigos científicos, utilização de tecnologias de monitorização da atividade física e desenvolvimento de propostas de intervenção fundamentadas na evidência. 
Estas metodologias favorecem a integração entre teoria e prática, o pensamento crítico, a resolução de problemas e a aquisição de competências para o planeamento, implementação e avaliação de intervenções em atividade física e saúde.


Avaliação

Avaliação contínua e exame, na Época Normal, exigem 2/3 (67%) de presenças, salvo alunos em situação especial.
Avaliação contínua: Projeto de intervenção em mudança comportamental e saúde, em grupo (n=2) (projeto escrito 30% + apresentação oral 30%), teste escrito individual (40%); Inicia-se com a realização do 1.º momento (nota mínima de 8 valores em todos); Classificação final: Média ponderada dos 3 elementos; Dispensa de exame final: Classificação igual/superior a 10 valores na avaliação contínua; Se classificação final inferior a 10 valores, o aluno reprovará e será admitido em Época de Recurso e Especial.
Exame Final, em Época Normal: Projeto de intervenção em mudança comportamental e saúde (projeto escrito 30% + apresentação oral 30%) e um teste escrito (40%); Inicia-se com a realização do teste escrito; Todos os elementos são individuais e presenciais e com classificação igual/superior a 10 valores; Classificação final: Média ponderada de todos elementos;
Os estudantes que não optarem pela avaliação em Época Normal (contínua e exame) ou não cumpram as condições descritas, serão avaliados nas Épocas de Recurso e Especial. Exame final contemplará um projeto de intervenção em mudança comportamental e saúde (50%), uma prova oral (30%) e uma prova escrita (20%); Todos os 3 elementos são individuais e presenciais e com classificação igual/superior a 10 valores; Classificação final: Média ponderada dos 3 elementos.
Os alunos em situação especial serão avaliados com os mesmos métodos e de acordo com o Regulamento de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades da ESDRM em vigor.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

As metodologias de ensino e avaliação encontram-se alinhadas com os objetivos de aprendizagem (OA) da unidade curricular, promovendo uma aprendizagem progressiva e centrada no estudante. 
As aulas expositivas e a discussão da evidência científica sustentam a aquisição e análise crítica dos conhecimentos sobre os determinantes, modelos e teorias da mudança comportamental (OA1 e OA2). As metodologias ativas, nomeadamente a aprendizagem baseada em problemas, o estudo de casos, o role-play, a análise crítica de artigos científicos e o desenvolvimento de propostas de intervenção, favorecem a seleção e aplicação de técnicas de mudança comportamental, bem como o planeamento de intervenções baseadas na evidência (OA3 e OA4). A utilização de tecnologias digitais, a discussão de tendências emergentes e a realização de trabalhos de natureza aplicada promovem a avaliação crítica das intervenções e o desenvolvimento de competências de inovação, reflexão ética e tomada de decisão em contextos profissionais (OA5). 
A avaliação contínua integra diferentes instrumentos, incluindo trabalho de grupo, apresentação oral e prova escrita, permitindo avaliar de forma integrada a aquisição de conhecimentos, bem como o desenvolvimento de competências de análise crítica, aplicação prática e resolução de problemas.

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)

Couto, N., et al. (2025). Behavior change wheel as a tool to promote PA in online intervention: A case study. Frontiers in Psychology, 16.
Deci, E. L., & Ryan, R. M. (2017). Self-Determination Theory: BPN in Motivation, Development, and Wellness. Guilford Press.
Michie, S., Atkins, L., & West, R. (2014). The 
B.C.W.: A Guide to Designing Interventions. Silverback Publishing.
Michie, S., et al. (2013). The Behavior Change Technique Taxonomy (v1) of 93 Hierarchically Clustered Techniques: Building an International Consensus for the Reporting of Behaviour Change Interventions.
Annals of Behavioral Medicine, 46(1), 81-95..
Miller, W. R., & Rollnick, S. (2023). Motivational Interviewing: Helping People Change and Grow (4th ed.). Guilford Press
Rhodes, R. E., McEwan, D., & Rebar, A. L. (2019). Theories of PA behaviour change: A history and synthesis of approaches. Psychology of Sport and Exercise, 42, 100¿109.
Rodrigues, F., & Monteiro, D. (2021). Mudança Comportamental em AF e Saúde. CIEQV.