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Projetos de Empreendedorismo Social

Código: MGOES033    Sigla: PES
Área Científica: Economia

Ocorrência: 2026/27 - 1S

Área de Ensino: Economia

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
MGOES 9 Despacho n.º 4183/2024, de 16 de abril 2º 5 30 125

Horas Efetivamente Lecionadas

MGOES-2

Teórico-Práticas: 11,00

Docência - Horas Semanais

Teórico-Práticas: 2,00

Tipo Docente Turmas Horas
Teórico-Práticas Totais 1 2,00
Sandra Margarida Bernardes de Oliveira   2,00

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
Sandra Margarida Bernardes de Oliveira Responsável

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

OA1. Compreender os conceitos, modelos, ecossistemas e especificidades éticas, jurídicas e económicas do empreendedorismo social;
OA2. Diagnosticar problemas sociais complexos, mobilizando informação relevante e envolvendo os destinatários e as demais partes interessadas;
OA3. Formular propostas de valor social e teorias da mudança coerentes e devidamente fundamentadas;
OA4. Conceber, cocriar, prototipar e testar soluções sociais inclusivas, inovadoras e exequíveis;
OA5. Estruturar modelos de governação, funcionamento, parceria, financiamento e sustentabilidade;
OA6. Definir indicadores e sistemas proporcionais de medição e gestão do impacto social;
OA7. Comunicar, negociar e trabalhar em equipa, demonstrando pensamento crítico, responsabilidade ética, autonomia e capacidade de aprendizagem.

Conteúdos programáticos

CP1. Empreendedorismo social e economia social
CP1.1. Conceitos, tipologias, ecossistemas, políticas e enquadramento ético-jurídico
CP2. Diagnóstico de problemas sociais
CP2.1. Análise sistémica, investigação junto dos destinatários e identificação das partes interessadas
CP3. Conceção da solução
CP3.1. Cocriação, proposta de valor social e teoria da mudança
CP4. Validação da solução
CP4.1. Prototipagem, experimentação, aprendizagem e gestão do risco
CP5. Modelo organizacional
CP5.1. Governação participativa, parcerias, recursos, funcionamento e equipa
CP6. Sustentabilidade económico-financeira
CP6.1. Custos, receitas, financiamento híbrido e mobilização de recursos
CP7. Medição e gestão do impacto
CP7.1. Cadeia de resultados, indicadores, recolha de dados e adicionalidade
CP8. Implementação e desenvolvimento
CP8.1. Plano de ação, comunicação, crescimento e apresentação do projeto.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

OA1 ¿ CP1
OA2 ¿ CP2
OA3 ¿ CP3
OA4 ¿ CP3 e CP4
OA5 ¿ CP5 e CP6
OA6 ¿ CP7
OA7 ¿ CP2, CP3, CP4, CP5 e CP8
Os conteúdos acompanham o ciclo de desenvolvimento de um projeto de empreendedorismo social. Os fundamentos conceptuais sustentam o OA1; o diagnóstico participativo desenvolve o OA2; a proposta de valor e a teoria da mudança concretizam o OA3; a cocriação, a prototipagem e a validação promovem o OA4; a governação, o funcionamento e a sustentabilidade financeira suportam o OA5; a cadeia de resultados e os indicadores respondem ao OA6. A implementação, o trabalho em equipa e a comunicação desenvolvem transversalmente o OA7. A sequência problema¿solução¿modelo¿impacto¿implementação assegura a progressão e a articulação entre conhecimentos e prática.

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico

M1. Aulas teórico-práticas ¿ apresentação e discussão de conceitos e modelos;
M2. Análise e discussão de casos ¿ comparação de organizações e iniciativas de empreendedorismo social;
M3. Aprendizagem baseada em projetos ¿ desenvolvimento, em equipa, de um projeto orientado para um problema social real;
M4. Trabalho de campo e cocriação ¿ interação com organizações, destinatários e outras partes interessadas;
M5. Oficinas práticas ¿ diagnóstico, ideação, teoria da mudança, prototipagem, sustentabilidade e avaliação do impacto;
M6. Orientação tutorial e retroação ¿ acompanhamento periódico, apreciação pelos pares e melhoria progressiva do projeto;
M7. Seminários e simulações ¿ contato com profissionais, negociação, apresentação e defesa do projeto;
M8. Trabalho autónomo ¿ leituras, investigação, preparação do projeto e elaboração do portefólio reflexivo.


Avaliação

A1. Diagnóstico do problema social, fundamentação e identificação das partes interessadas ¿ trabalho de grupo: 15%;
A2. Proposta de valor social, teoria da mudança e plano de cocriação ¿ trabalho de grupo: 15%;
A3. Protótipo, testes realizados junto dos destinatários e registo das alterações introduzidas ¿ trabalho de grupo: 20%;
A4. Dossiê final, incluindo governação, funcionamento, parcerias, sustentabilidade económico-financeira e sistema de medição do impacto ¿ trabalho de grupo: 20%;
A5. Apresentação pública e defesa do projeto ¿ 10% relativo ao grupo e 5% relativo ao desempenho individual: 15%;
A6. Portefólio reflexivo, participação nas atividades e avaliação pelos pares ¿ componente individual: 15%.
A avaliação é contínua, autêntica e orientada para a aprendizagem. São previamente disponibilizados critérios de avaliação para todas as componentes, incidindo na qualidade da fundamentação, participação dos destinatários, coerência entre problema, solução e impacto, inovação, inclusão, exequibilidade, sustentabilidade, ética, capacidade de aprendizagem e qualidade da comunicação.
Os momentos intermédios de acompanhamento incluem apreciações do docente, dos colegas e, sempre que possível, da organização parceira e dos destinatários. Estas apreciações permitem rever e melhorar progressivamente o projeto.
A classificação integra 70% de desempenho coletivo e 30% de desempenho individual. A avaliação pelos pares e a defesa individual podem fundamentar a diferenciação das classificações dos elementos do grupo. A aprovação requer uma classificação final mínima de 10 valores e uma classificação mínima de 7 valores no conjunto das componentes individuais.
Em exame, o estudante apresenta individualmente uma versão reformulada do projeto, ou um projeto equivalente, acompanhada de defesa oral, nos termos do regulamento académico em vigor.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

OA1: M1, M2 e M8; A1, A4 e A6
OA2: M2, M3, M4 e M6; A1
OA3: M3, M4, M5 e M6; A2
OA4: M3, M4, M5 e M6; A3
OA5: M1, M2, M3, M6 e M7; A4 e A5
OA6: M1, M3, M5 e M6; A4
OA7: M3, M4, M6, M7 e M8; A5 e A6
As aulas teórico-práticas, a análise de casos e as leituras orientadas proporcionam os referenciais necessários à compreensão dos modelos de empreendedorismo social, contribuindo para o OA1. A aprendizagem baseada em projetos e o trabalho de campo permitem diagnosticar necessidades reais e envolver as diferentes partes interessadas, desenvolvendo o OA2.
As oficinas de cocriação, conceção da proposta de valor e elaboração da teoria da mudança apoiam o OA3. A prototipagem, os testes e a melhoria progressiva das soluções desenvolvem a capacidade de conceção e validação prevista no OA4.
A orientação tutorial, os estudos de caso, os seminários e a elaboração do dossiê final permitem integrar os elementos relativos à governação, ao funcionamento, ao financiamento e à sustentabilidade, correspondentes ao OA5, bem como à medição e gestão do impacto social, prevista no OA6.
O trabalho em equipa, a apresentação pública, a defesa individual, a avaliação pelos pares e o portefólio reflexivo promovem a comunicação, a autonomia, a responsabilidade ética e o pensamento crítico associados ao OA7.
Os instrumentos de avaliação correspondem às diferentes fases do projeto: diagnóstico, teoria da mudança, protótipo, modelo organizacional e financeiro, plano de medição do impacto, apresentação e reflexão individual. A conjugação da avaliação formativa e sumativa, coletiva e individual, assegura o alinhamento entre as metodologias, os resultados de aprendizagem e as competências profissionais a desenvolver.

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)

Defourny, J., & Nyssens, M. (2017). Fundamentals for an international typology of social enterprise models. VOLUNTAS: International Journal of Voluntary and Nonprofit Organizations, 28, 2469¿2497.
Mair, J., & Martí, I. (2006). Social entrepreneurship research: A source of explanation, prediction, and delight. Journal of World Business, 41(1), 36¿44.
Murray, R., Caulier-Grice, J., & Mulgan, G. (2010). The Open Book of Social Innovation. Londres: The Young Foundation e NESTA.
OECD. (2024). Measure, Manage and Maximise Your Impact: A Guide for the Social Economy. Paris: OECD Publishing.
Portugal. (2013). Lei n.º 30/2013, de 8 de maio ¿ Lei de Bases da Economia Social. Diário da República, 1.ª série.