Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)
1. Compreender aspetos da dinâmica das relações interpessoais, processos de individuação e cooperação.
2. Experienciar a dinâmica de grupo como instrumento para o conhecimento de um grupo e da pessoa como membro de um grupo.
3. Identificar fatores internos e externos que influenciam a vida, o clima e a dinâmica dos pequenos grupos.
4. Identificar estilos de comunicação interpessoal e de liderança e a sua influência nas relações interpessoais e na vida dos grupos.
5. Identificar dispositivos grupais facilitadores da cooperação, criatividade e autonomia.
6. Desenvolver atitudes de auto-observação, descentração e reflexividade.
7. Desenvolver competências de comunicação e relacionamento interpessoal.
8. Respeitar a diversidade de opiniões e a(s) diferença(s).
9. Contribuir para a construção de contextos favoráveis ao desenvolvimento individual e coletivo, num clima de liberdade, aceitação, diálogo, mediação pela palavra, encontro e partilha.
Conteúdos programáticos
1- CONTEXTUALIZAÇÃO HISTÓRICA.
Conceitos de Grupo e de Dinâmica de Grupo.
2- OS GRUPOS E OS FENÓMENOS GRUPAIS.
O Eu e o Outro, o indivíduo e o grupo.
Coesão e construção grupal.
Os Processos de liderança.
3- A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO PARA UMA VIVÊNCIA EM GRUPO.
Estilos de comunicação.
Escuta ativa
Estratégias e quadros facilitadores da comunicação.
Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular
A Dinâmica de Grupos constitui um campo de pesquisa voltado para o estudo da natureza e dinâmica do pequeno grupo.
As técnicas de dinâmica de grupo, através dos seus exercícios, permitem que as pessoas se auto descubram e descubram os outros, o que só poderá ocorrer num clima de liberdade, aceitação, escuta, diálogo, encontro e partilha.
Através de exercícios os alunos, vivenciam e refletem a respeito de fenómenos como a vivência e o clima grupal, a coesão de grupo, a liderança, a empatia, a comunicação e a escuta e os contextos suscetíveis de favorecerem laços de cooperação, criatividade, trabalho, segurança, confiança e crescimento.
Os conteúdos Programáticos, sempre apoiados e refletidos a partir das atividades realizadas em sala permitem a aliança entre a teoria e a prática, o saber, o ser e o fazer.
Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico
Dada natureza da Unidade Curricular, a metodologia utilizada será essencialmente experiencial e ativa, baseada na vivência, na observação e auto-observação dos fenómenos individuais e grupais, através de exercícios e jogos.
Como a contextualização teórica se revela entretanto indispensável para uma praxis devidamente esclarecida fundamentada, crítica e reflexiva (não há melhor prática do que uma boa teoria, como referia Kurt Lewin) , existirão de igual modo, ao longo da formação momentos expositivos e a solicitação aos formandos de pesquisa e estudo autónomo de textos que suportam e desenvolvem os conhecimentos co-construídos.
Pretende-se uma aliança em que o ser, o saber e o saber fazer, dialoguem e se enriqueçam mutuamente.
Avaliação
A avaliação incluirá as seguintes componentes:
Diário de Bordo - Ponderação: 50%; Participação nas aulas - Ponderação: 20%; Auto e hetero-avaliação do desempenho - Ponderação: 10%; Prova escrita individual: 20%.
A participação/entrega de todos os elementos de avaliação é obrigatória. O não cumprimento implicará a reprovação da UC.
Esta U.C. não tem exame.
Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular
É naturalmente essencial que a metodologia e a avaliação propostas procurem ser congruentes com os objetivos da Unidade Curricular neste Ciclo de Formação.
Assim, a aquisição de um quadro conceptual sobre a natureza da vivência grupal e a compreensão dos aspetos essenciais da dinâmica das relações interpessoais em grupo, dos processos de individuação e cooperação é proposta sempre a partir da vivência de situações exercícios práticos realizados em contexto de aula (alguns dos exercícios surgem por proposta do docente a partir das necessidades e dinâmicas observadas no grupo), em pequenos grupos que confrontam e partilham posteriormente em grande grupo as suas vivências e reflexões.
Este quadro de trabalho permite desenvolver atitudes de auto-observação, descentração e reflexividade, tomar a palavra e expressar ideias e sentimentos em grupo e escutar o(s) outro(s), respeitar a diversidade de opiniões e a(s) diferença(s) ao mesmo tempo que perceber a riqueza das contribuições individuais para a construção de um saber comum, trabalhar as modalidades e os estilos de comunicação, a personalização e a integração grupal, desenvolver competências de comunicação e relacionamento interpessoal com vista ao trabalho em equipa.
Assim, a Presença e participação nas aulas é um elemento essencial da avaliação na Unidade curricular. Por participação entende-se assiduidade, pontualidade, atenção às tarefas propostas, cumprimento de regras sociais que facilitam o trabalho em grupo, ou seja, respeito pelo quadro de trabalho previamente acordado e pelos colegas, a participação nos exercícios e jogos, a leitura regular dos textos, a preparação de temas e o contributo nas discussões e reflexões no grupo/classe.
Construído em grupo (s) ao longo da formação, o Diário de Bordo (registo reflexivo que acompanha os momentos essenciais da viagem) expressa a abordagem reflexiva dos conteúdos, das vivências e do sentir individual e no interior do grupo e sua articulação com as pesquisas teóricas, assim como transferências e aplicações possíveis para a praxis profissional.
Através do preenchimento das fichas de Auto e hetero-avaliação do desempenho procura-se promover a auto-observação e avaliação do trabalho realizado, a reflexividade, assim como a escuta e partilha intragrupal. Às 60h de contacto (15tp e 45h pl) acrescem 65h de trabalho autónomo para pesquisas individuais e grupais e elaboração do diário de bordo.
Bibliografia de consulta (existência obrigatória)
Blanchet, A, Tognon, A. (1996). La psicologia de los grupos. Madrid: Ed. Biblioteca Nueva.
Conselho da Europa (2001). Mochila Pedagógica T-Kit nº4. Aprendizagem Intercultural. Comissão Europeia: Direção Geral de Educação e Cultura.
Conselho da Europa (2001). Mochila Pedagógica T-Kit nº8. Inclusão Social. Comissão Europeia.
Conselho da Europa (2002). Manual para a educação para os direitos humanos com jovens. Conselho da Europa/ Dínamo.
Fachada, O. (1998). Psicologia das relações interpessoais. Lisboa: Rumo.
Fritzen, S. (1981). Exercícios práticos de dinâmica de grupo. Petrópolis: Editora Vozes.
Luft, J. (1976). Introdução à dinâmica de grupos. Lisboa: Moraes.
Maccio, C. (1973). Animação de grupos. Lisboa: Moraes.
Minicucci, A. (1993). Dinâmica de grupo. teorias e sistemas. S. Paulo: Editora Atlas.
Serruys, J. W. (2000). Iniciação à dinâmica de grupos. Porto.
Nota: Dada a natureza da disciplina, as obras são atuais (sendo a data da sua publicação não relevante)