Código: | M1MCN047 | Sigla: | MRP | |
Área Científica: | Área de Docência |
Área de Ensino: | Ciências Matemáticas e Naturais |
Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Ano Curricular | Créditos | Horas Contacto | Horas Totais |
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M1MCN | 5 | Despacho n.º 8687/2022 | 2º | 4 | 48 | 108 |
Teórico-Práticas: | 11,00 |
Docência - Horas Semanais
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Docência - Responsabilidades
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Com esta unidade curricular, espera-se que os mestrandos:
O1. Desenvolvam uma atitude positiva relativamente à atividade matemática, em particular à resolução de problemas;
O2. Desenvolvam capacidades de resolução de problemas, de raciocínio e de comunicação matemática;
O3. Distingam um problema de outros tipos de tarefas matemáticas e conheçam vários tipos de problemas;
O4. Conheçam modelos e estratégias variadas de resolução de problemas e adquiram destreza na sua resolução;
O5. Desenvolvam capacidades de formulação de problemas e de extensões de problemas;
O6. Sejam capazes de escolher e analisar problemas matemáticos na perspetiva do trabalho com alunos dos vários níveis de ensino;
O7. Sejam capazes de operacionalizar processos de avaliação das aprendizagens decorrentes da resolução de problemas.
Parte I: O papel dos Problemas no Ensino-Aprendizagem da Matemática
1.1. Sobre a natureza da Matemática e a importância dos problemas no desenvolvimento da Matemática enquanto ciência.
1.2. O trabalho matemático na sala de aula: a natureza das tarefas.
1.3. Os problemas enquanto conteúdo e enquanto forma de organização do processo de ensino-aprendizagem.
1.4. A Resolução de Problemas como capacidade transversal
Parte II: A Resolução de Problemas nos primeiros anos
2.1. Problemas: Caracterização e tipologia.
2.2. Problemas: Modelos e estratégias de resolução.
2.3. Formulação e escolha de problemas.
2.4. Avaliação das aprendizagens na resolução de problemas.
Os objetivos de aprendizagem estabelecidos realçam a necessidade de os mestrandos desenvolverem um conhecimento profundo dos diferentes enquadramentos do tema, seja a importância dos Problemas no desenvolvimento da própria Matemática, seja o papel que podem desempenhar no trabalho em sala de aula. Os conceitos e procedimentos associados à Resolução de Problemas, explicitados nos objetivos de aprendizagem, englobam uma variedade de dimensões com implicações decisivas na prática profissional. Para além da distinção entre tipos de problemas e o desenvolvimento de heurísticas de resolução, menciona-se também a formulação de Problemas, a escolha de problemas de acordo com contextos educativos e a avaliação das aprendizagens neste domínio como questões de grande relevância. Todos estes aspetos dos objetivos de aprendizagem encontram eco nos conteúdos selecionados e articulam-se coerentemente com os objetivos traçados.
O ambiente de sala de aula será organizado de modo a incluir momentos de
trabalho em grupos, onde se espera que os mestrandos resolvam tarefas
propostas e se envolvam de forma ativa na reflexão acerca da atividade
do grupo, momentos de discussão alargada a toda a turma, nos quais
haverá partilha dos trabalhos e das ideias de cada grupo, e momentos de
síntese pelo docente, nos quais se procurará estruturar os conceitos
abordados e organizar o trabalho seguinte.
A avaliação de frequência
pressupõe a comparência e participação nas aulas e basear-se-á: a) na
participação efetiva em atividades propostas, a realizar presencial ou
autonomamente; b) na realização de um trabalho de planificação de uma
situação de ensino-aprendizagem, com apresentação.
Assume-se a possibilidade de os mestrandos se
poderem submeter a avaliação por exame, que consistirá na realização de
uma prova escrita.
Sendo o foco da unidade curricular a Resolução de Problemas em Matemática e tomando um dos princípios fundamentais da aprendizagem deste domínio, de que «aprende-se a resolver problemas resolvendo problemas» (Polya, 2003), é natural que as metodologias de ensino privilegiem o envolvimento dos mestrandos em atividade matemática significativa em detrimento da exposição exaustiva dos conteúdos por parte do docente. O desenvolvimento de capacidades de cariz matemático presume participação ativa dos estudantes e a criação de ambientes propícios às interações entre mestrandos e entre estes e o docente. Nisto se inclui raciocinar e comunicar matematicamente, elaborar estratégias variadas de resolução de problemas e analisar situações de ensino-aprendizagem no contexto em causa. Sendo a Resolução de Problemas uma área de relevo em Educação Matemática, existe um conjunto estruturado de conhecimentos que convém fazer chegar aos mestrandos de forma sistematizada. Assim, o professor deverá ajudar os mestrandos a organizar e sintetizar os conhecimentos adquiridos, dando-lhe o grau de sistematização que o tema requer. Deste modo, junta-se as oportunidades de aprendizagem ativas, com envolvimento em atividade matemática significativa partilhadas com os restantes intervenientes à aquisição de saberes estruturados, fundamentais ao processo de construção do seu próprio conhecimento matemático. As metodologias de ensino descritas vão de encontro às ideias aqui apresentadas e aos objetivos de aprendizagem. Também a metodologia de avaliação pretende refletir este equilíbrio entre o saber conceptual e um saber-fazer de cariz fortemente profissional.
Nesta UC a carga média de trabalho autónomo (61h) é distribuída da seguinte forma: Leitura e análise da bibliografia (15h), realização das tarefas propostas complementares à atividade da sala de aula (15h), Elaboração de materiais no âmbito dos diferentes trabalhos solicitados (31h).
Boavida, A., Paiva, A. Cebola, G., Vale, I. & Pimentel, T. (2008). A experiência Matemática no Ensino Básico. Lisboa: DGIDC.
Fernandes, D., Lester, F., Borralho, A. & Vale, I. (1997). Resolução de Problemas na formação inicial de professores de Matemática: Múltiplos contextos e perspectivas. Aveiro: GIRP.
Lester, F. (Ed.)(2003). Teaching Mathematics through Problem Solving PréK-6. Reston, VA: NCTM.
Mason, J. (1999). Learning and Doing Mathematics (2nd Ed.). York: QED and Open University.
Menezes, L., Santos, L., Gomes, H. & Rodrigues, C. (Org.)(2008). Avaliação em Matemática: Problemas e desafios. Viseu.
Palhares, P. (Coord.)(2004). Elementos de Matemática para Professores do Ensino Básico. Lisboa: Editora Lidel.
Pólya, G. (2003). Como resolver problemas - Um aspecto novo no método matemático. Lisboa: Editora Gradiva.
Pólya, G. (1981). Mathematical Discovery - On understanding, learning and teaching problem solving. New York: John Wiley & Sons