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Transições e Vulnerabilidades

Código: MESIC5007    Sigla: TV
Área Científica: Ciências Sociais e do Comportamento

Ocorrência: 2024/25 - 2S

Área de Ensino: Ciências Sociais

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
MESIC 24 Despacho n.º 8302/2023 6

Horas Efetivamente Lecionadas

Docência - Horas Semanais

Teórico-Práticas: 2,56
Orientação Tutorial: 0,40

Tipo Docente Turmas Horas
Teórico-Práticas Totais 1 2,56
Ana Margarida Gonçalves Martins Gabriel Mourato   1,28
Lia Pappámikail Ribeiro d Almeida   1,28
Orientação Tutorial Totais 1 0,40
Ana Margarida Gonçalves Martins Gabriel Mourato   0,20
Lia Pappámikail Ribeiro d Almeida   0,20

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
Lia Pappámikail Ribeiro d Almeida Responsável
Lia Pappámikail Ribeiro d Almeida Coordenação Científica
Helena Maria Ferreira Moreno Luís Coordenação Científica
Francisco Paulo Vieira da Silva Coordenação Científica
Maria Teresa Casanova Araújo e Sá Coordenação Científica

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

- Conhecer e compreender a problemática dos percursos de vida nas sociedades contemporâneas, com particular destaque para as transições de vida e as vulnerabilidades que lhes estão associadas;
- Explorar os fatores sociais, políticos, económicos, culturais e psicológicos que modelam e influenciam percursos e biografias;
- Refletir acerca dos desafios colocados pelas diversas transições e respetivos espaços de vulnerabilidade no quadro dos paradigmas de intervenção da Educação Social;
- Desenvolver competências reflexivas e teoricamente fundamentadas acerca de potenciais territórios de intervenção no quadro da prática profissional do educador social.

Conteúdos programáticos

1. (Per)Curso de vida: conceitos centrais
a. Trajetória, transições e esferas de existência
b. Crise e desafio desenvolvimental
c. Resiliência, conceito e seu questionamento
d. Vulnerabilidades, estigma e preconceito
e. Necessidade e carência
f. Escuta Ativa: investigação, relação e ação em trabalho social
2. Trajetórias e Biografias: indivíduo e sociedade na sociedade contemporânea:
a. O enquadramento das trajetórias de vida: fatores sociais, económicos, culturais e psicológicos
b. Constrangimentos e oportunidades, contingências e risco(s): espaços de vulnerabilidade
3. Transições e vulnerabilidades na esfera de atuação do Educador Social
a. Ciclo de Vida
i. Transições para a parentalidade
ii. Adolescência(s)
iii. Envelhecimento
iv. Morte e processos de luto
b. Ruturas
i. Familiares
ii. Laborais
iii. Residenciais
Iv. Culturais
c. Institucionalizações
i. Prisões
ii. Hospitais
iii. Acolhimento de crianças e jovens
iv. Dependências

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

A matriz da UC articula as perspetivas interdisciplinares sobre o indivíduo, no quadro dos paradigmas da Educação Social e dos modelos de Intervenção Comunitária.
Pretende-se desenvolver competências analíticas que permitam o enquadramento dos indivíduos e grupos sociais nos processos e dinâmicas socioculturais coletivos que enformam as sociedades contemporâneas, ao mesmo tempo que mantêm uma perspetiva singularizada sobre a história de vida de cada indivíduo e das condicionantes geradoras de situações de vulnerabilidade.
Os Obj. 1 e 2 concretizam-se em 1 e 2, visto que se pretende reforçar uma perspetiva técnico-científica, baseada no domínio de conceitos na área do curso de vida e suas implicações práticas. Os dois últimos objetivos de aprendizagem são trabalhados na terceira fase da UC. O ponto 3 pretende constituir um espaço de reflexão acerca de transições específicas que se traduzem em espaços de vulnerabilidade passíveis da intervenção de um educador social.

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico

A metodologia de ensino-aprendizagem prevê sessões:
Presenciais: 11 h de atividades teórico-práticas, centradas na exploração e análise dos conteúdos programáticos teóricos e exercícios de aplicação de aprendizagens; e 4 h de apresentação e discussão de trabalhos de grupo.
A distância: 8 h de atividades teórico-práticas síncronas; 7 h de atividades formativas assíncronas 
As 6h OT serão destinam-se ao acompanhamento formativo dos estudantes, nomeadamente supervisão e apoio do processo de trabalho individual e de grupo e estarão distribuídas ao longo do semestre.


Avaliação

Avaliação por frequência: 
A) Participação no fórum de participação e nos fóruns temáticos (20%). Critérios: número de participações individuais, pertinência, correta explicitação dos conceitos mobilizados; qualidade e diversidade dos argumentos utilizados; recurso a bibliografia relevante;
B)Trabalho de grupo (com apresentação e discussão) (45%): aprofundamento sobre uma das temáticas constantes nos conteúdos da UC com entrevista a profissional da área e respetiva análise. Critérios: rigor conceptual; capacidade de síntese e de problematização; planeamento e elaboração da entrevista, rigor e capacidade de análise da entrevista, referências bibliográficas, máximo de 20 páginas; 
C) Trabalho individual (35%): Trabalho escrito de natureza teórica sobre um dos conceitos abordados em aula. Critérios: rigor conceptual; capacidade de síntese e de problematização; referências bibliográficas, transferência da sua pertinência para a prática profissional, máximo de 5 páginas.

Avaliação por exame (presencial):
Prova escrita sobre a totalidade dos temas do programa (100%)

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

A unidade curricular é de cariz teórico-prático. Os dois primeiros objetivos de aprendizagem pressupõem a consolidação de conhecimentos prévios e o contacto com novas perspetivas teóricas e empíricas (oriundas da investigação fundamental) concretizada em momentos específicos das sessões de cariz mais teórico (presenciais ou síncronas, onde se desenvolveá atividades como discussão em pequenos e grande grupo de temas relevantes; atividades participativas com ferramentas digitais).

Considera-se que a apreensão de conceitos e teorias de forma adequada implica um mapeamento geral prévio sustentado em textos fundamentais fornecidos aos estudantes para trabalho autónomo e criando espaços para o debate em pequenos grupos e para a colocação de dúvidas em grande grupo tal como na metodologia de ensino-aprendizagem da UC.

Da mesma forma, considera-se que o desenvolvimento de competências crítico-reflexivas e de ferramentas de aplicação prática previstas nos objetivos da UC impõem outras metodologias, desta feita, de cariz mais praxiológico. Assim, são anualmente selecionados um conjunto de recursos (desde textos para análise, discussão e/ou apresentação, documentários, reportagens, etc.) para confrontar os estudantes com situações e realidades (des)conhecidas convidando-os a, através de atividades formativas propostas em módulos desenvolvidos a distância, ou através de exercícios dinâmicos (síncronos ou presenciais), examinar e discutir os respetivos conteúdos à luz dos seus preconceitos, por um lado, e, sobretudo, dos novos conceitos e teorias abordadas nos tópicos de cariz mais teórico, por outro. Propõe-se, complementarmente, o desenvolvimento acompanhado do trabalho de grupo, proporcionando aos estudantes espaços de discussão regular (síncronos e assíncronos na plataforma) acerca das pesquisas, desenvolvimentos teóricos e aplicações práticas nos domínios particulares que estão a trabalhar. Concretiza-se, desta forma, o propósito de proporcionar aos estudantes uma oportunidade de fazer, de forma sustentada, transferências do trabalho desenvolvido na UC para a prática do Educador Social. O trabalho autónomo desta unidade curricular implica tarefas relacionadas com a pesquisa e o aprofundamento bibliográfico (35h); o desenvolvimento das atividades formativas propostas (26h); o desenvolvimento do trabalho de grupo (30h); a preparação de apresentações orais (10h); a preparação e redação dos produtos de avaliação individual (25h).

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)

Caetano, A., Pereira, A., Correia, S. & Nico, M. (2023). De viva voz: ecos biográficos da sociedade portuguesa, Lisboa, Tinta-da-china.
Garray, M. (2013), ¿Regards croisés sur la vulnérabilité. «Anthropologie Conjonctive» et épistémologie du dialogue¿, Tracés. Revue de Sciences humaines. DOI : 10.4000/traces.5731
Martuccelli, D. (2006). Forgé par l'Épreuve. Armand Collin.
Nico, M. & Pollock, G. (Eds.) (2022). Routledge Handbook for Inequalities and the Life Course, Routledge.
Pais, J. M., Ferreira, V. (orgs.) (2010). Tempos e Transições de Vida. Portugal ao espelho da Europa, ICS.
Sackmann, R. & Wingens, M. (2003). "From transitions to trajectories" in Heinz, Walter e Victor Marshall. Social Dynamics of the Life Course. Transitions, Institutions and interrelations. Aldine de Gruyter.
Sapin, M., Spini, D. e Widmer, E. (2007). Les Parcours de Vie. De l'adolescence au grand âge. PPUR.