| Código: | MEEI16 | Sigla: | CICF | |
| Área Científica: | Ciências da Educação | |||
| Área de Ensino: | Educação e Currículo |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Ano Curricular | Créditos | Horas Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|
| MEEI | 5 | Registo n.º R/A - Cr 63/2025 | 1º | 6 | 36 | 162 |
| Teórico-Práticas: | 0,00 |
Docência - Horas Semanais
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Docência - Responsabilidades
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1.Conhecer os princípios da intervenção centrada na família
2.Desenvolver as etapas do processo de Intervenção para as crianças e suas famílias
2.1.Conhecer o processo de referenciação
2.2.Estabelecer um relacionamento e primeiro contacto com a família
2.3.Desenvolver uma avaliação funcional e centrada nas rotinas
2.3.1.Identificar fatores de proteção e risco
2.3.2.Identificar e refletir sobre formas de estabelecimento de uma parceria com a família
2.3.3.Identificar potencialidades e princípios de atuação nas visitas domiciliárias no âmbito da IPI
2.4.Desenvolver um plano individual de intervenção precoce
2.4.1.Definir prioridades e metas com a família
2.4.2.Identificar formas preferenciais de apoio e estratégias de intervenção
2.4.3.Escrever o plano individual de intervenção
2.4.4.Capacitar família e cuidadores
2.5.Monitorizar e mediar o processo de transição para outros serviços
3.Refletir sobre os benefícios e desafios da intervenção centrada na família.
1.Princípios da intervenção centrada na família
2. Etapas do processo de Intervenção para as crianças e suas famílias
2.1. Referenciação
2.2. Comunicação e estabelecimento de parcerias com a família
2.3. Avaliação funcional e centrada nas rotinas
2.4. Desenvolvimento de um plano individual de intervenção precoce (PIIP)
2.4.1. Prioridades e metas conjuntas
2.4.2. Estratégias de intervenção centradas na capacitação das famílias
2.4.3. Elaboração do plano individual de intervenção
2.4.4. Capacitar pais e cuidadores para a intervenção nos contextos naturais da criança
2.5. Avaliação e transição para outros serviços.
3. Benefícios e desafios da intervenção centrada na família.
Nesta Unidade Curricular, os objetivos de aprendizagem e os conteúdos programáticos encontram-se interligados, permitindo aos/às formandos/as desenvolver conhecimentos e habilidades essenciais para a Intervenção Precoce na Infância, com foco na criação de parcerias e capacitação das famílias. Percorre-se todo o processo de intervenção, analisando a comunicação e as parcerias entre os pais e os profissionais em contexto da Intervenção Precoce, com particular ênfase numa intervenção centrada na família. Focamos o desenvolvimento de competências na identificação das prioridades, nas estratégias de intervenção e na construção e escrita do Plano individual de Intervenção Precoce (PIIP). Dentro do modelo transdisciplinar, discutimos o papel do mediador de caso, a avaliação e a transição para outros serviços.
As sessões (14h TP presenciais e 14hTP a distância) preveem complementaridade entre sessões expositivas e a discussão e o aprofundamento de situações mobilizando referentes teóricos. De acordo com o modelo e filosofia da intervenção precoce, a co-reflexão em grupo e análise crítica de um estudo de caso será um dos elementos a destacar como metodologia de aprendizagem. Para a concretização do estudo de caso estão previstas 6 h (presenciais) de trabalho de campo.
Relativamente às horas de contacto TP presenciais (14h), articulam momentos expositivos e dialógicos, visando o enquadramento dos temas e análise de conteúdos programáticos de natureza mais teórica, e momentos de trabalho colaborativo, de análise e discussão do caso prático, realizados em pequenos grupos com partilha mais alargada na turma.
Esta dinâmica de trabalho tem continuidade nas horas de contacto TP a distância, das quais 5h serão síncronas e 9h assíncronas. Nos momentos síncronos serão aprofundados temas da UC e dar-se-á continuidade à dinamização de atividades colaborativas entre os/as formandos/as, utilizando as potencialidades da plataforma ZOOM (salas paralelas, whiteboard) e de outras ferramentas de interação (ex.: padlet).
As restantes 9h de trabalho assíncrono, com recurso a ferramentas digitais, destinam-se à resolução de tarefas formativas, mobilizando recursos bibliográficos e fomentando a participação analítica crítica em fóruns de discussão. Estas atividades serão acompanhadas pelo docente, nomeadamente através de feedback dos trabalhos/contributos submetidos ou partilhados e da participação e dinamização nos referidos fóruns.
Relativamente às 2h OT (1h presencial e 1h a distância síncrona), destinam-se ao acompanhamento dos estudos de caso e ao esclarecimento de dúvidas colocadas pelos/as formandos/as.
As horas de trabalho autónomo (126h) dividem-se entre a realização de pesquisa e análise de informação fundamental, nomeadamente bibliografia e identificação de boas práticas (40h), preparação das tarefas formativas e (36h), elaboração do trabalho de grupo e da componente individual (50h).
Valorizando-se a dimensão colaborativa e participativa das metodologias de aprendizagem, a avaliação contínua desta UC prevê uma valorização da participação e cumprimento das tarefas estipuladas (discussões, atividades em pequenos grupos, participação em fóruns, ou nas atividades mediadas por ferramentas digitais). A partir das horas previstas para trabalho de campo e em articulação com outras unidades curriculares específicas do domínio da Intervenção Precoce consideram-se os seguintes elementos e ponderações:
- Construção/ Análise de um Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP) elaborado em pequeno grupo (50%), incluindo uma dimensão reflexiva individual.
-Apresentação oral do Plano Individual de Intervenção (PIIP) e da sistematização da informação teórica mobilizada (30%);
-Participação nas tarefas propostas ao longo do processo formativo, incluindo as tarefas a distância (20%).
A avaliação por exame será possível e consiste numa prova escrita presencial, sobre os conteúdos programáticos desta unidade curricular (100%).
As metodologias de ensino e avaliação pretendem privilegiar a reflexão sobre temáticas relevantes para a intervenção precoce na infância e capacitar para a pesquisa, análise, aplicação de conhecimentos e trabalho em equipa. Pressupõe o contacto com perspetivas teóricas e a problematização e análise da sua própria perspetiva educativa. Por isso, as aulas abrangem períodos de exposição teórica e de análise e discussão apoiando-se na leitura de textos e na elaboração sustentada de um estudo de caso centrado na família. Articula-se o enquadramento do tema, com a dinamização de exercícios e a orientação e acompanhamento do estudo autónomo. O enquadramento das temáticas é apresentado a partir da bibliografia, articulando conteúdos e análise de temas. Os/As estudantes serão estimulados a integrar a sistematização dos temas abordados pela elaboração e escrita de um Plano Individual de Intervenção Precoce (PIIP) ou na análise de um PIIP observado no período previsto para o Trabalho de Campo. Os planos, elaborados ou selecionados pelo grupo de estudantes, devem ser apresentados por escrito e oralmente. A apresentação escrita deverá ter também ter uma componente de reflexão individual e evidenciar a compreensão dos conteúdos da UC.
A metodologia de avaliação reveste-se de uma característica articulada e coerente com a metodologia de ensino e o paradigma da intervenção precoce. Pretende-se acentuar o trabalho de formação em torno da reflexão e análise crítica de um estudo de caso centrado na família. Valoriza-se assim o trabalho de co-reflexão em equipa essencial ao papel do/a profissional em intervenção precoce. Pretende-se igualmente articular a avaliação com outras Unidades Curriculares do domínio da intervenção precoce.
Correia, L.M. e Serrano, A. (Org). Envolvimento parental em intervenção precoce: das práticas centradas na criança às práticas centradas na família. Porto Ed.
Crittenden, P. M. (2008). Raising Parents: Attachment, Parenting and Child Safety. Devon: Willan Publishing.
J.S., Pinto, A. I., Grande, C., Brandão, M. T., & Franco, V. (2016). Práticas recomendadas em intervenção precoce na infância: Um guia para profissionais (1ª ed.). ANIP.
McWilliam, R.A (2010). Routines-based early intervention: supporting young children and their families: Baltimore, MD: Paul H. Brookes.
Tronick, E., Barbosa, M., Fuertes, M. & Beeghly, M. (2019). Social Interaction (pp. 207-215). Encyclopedia of Infant and Early Childhood Development (second edition). US: Academic Press/Sage. https://doi.org/10.1016/B978-0-12-8093245.23629-8