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Intervenção em Contextos Naturais de Vida e Oportunidades para Crianças em Situação de Desvantagem

Código: MEEI18    Sigla: ICNVOCSD
Área Científica: Ciências da Educação

Ocorrência: 2025/26 - 2S

Área de Ensino: Educação e Currículo

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
MEEI 5 Registo n.º R/A - Cr 63/2025 6 36 162

Horas Efetivamente Lecionadas

DIPI

Teórico-Práticas: 0,00

Docência - Horas Semanais

Teórico-Práticas: 2,40

Tipo Docente Turmas Horas
Teórico-Práticas Totais 1 2,40
Helena Maria Ferreira Moreno Luís   2,40

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
Helena Maria Ferreira Moreno Luís Responsável

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

O1. Definir os contextos naturais da criança: Identificar e compreender os diferentes ambientes onde a criança vive e interage, como casa, creche e comunidade.
02. Reconhecer o papel da equipa transdisciplinar na intervenção precoce, com ênfase no papel do mediador de caso.
03.Implementar intervenções nos contextos naturais e nas rotinas da criança
04. Utilizar atividades lúdicas e funcionais para promover o desenvolvimento infantil..
O6. Monitorizar a intervenção nos contextos naturais: Desenvolver competências para avaliar e acompanhar o progresso da criança em seus ambientes naturais, ajustando as intervenções conforme necessário.
O7. Capacitar outros cuidadores para a inclusão e acessibilidade.
08.Ensinar estratégias que promovam a integração da criança com necessidades especiais no grupo de pares, garantindo a sua participação ativa e o desenvolvimento de competências sociais.
O9. Documentar e monitorizar o processo de intervenção.

Conteúdos programáticos

CP1. Definição dos contextos naturais da criança.
CP2. Modelo transdisciplinar de prestação de serviços e o papel do mediador de caso.
CP3. Implementação da intervenção nos contextos naturais e nas rotinas da criança - a visita ao domicílio e aos contextos formais de educação.
CP4. Uso de atividades lúdicas e funcionais para promoção do desenvolvimento e aprendizagem da criança nas áreas motora, cognitiva, comunicacional, social e emocional.
CP5. Capacitação de pais e educadores para a intervenção
CP6. Monotorização da intervenção em contextos naturais
Observação e documentação do processo
Revisão, reflexão e adaptação de estratégias
Envolvimento de outros contextos (Creche, Jardim de Infância, Comunidade)
CP7. Capacitar outros cuidadores para a inclusão e acessibilidade
CP8. Promoção da inclusão no grupo de pares
CP9. Documentação e monotorização da intervenção.  

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

Nesta Unidade Curricular, os objetivos de aprendizagem e os conteúdos programáticos encontram-se interligados, permitindo desenvolver conhecimentos e habilidades essenciais para a Intervenção Precoce na Infância. Pretende-se abordar o papel do mediador de caso na equipa transdisciplinar e aprofundar a implementação e monitorização da intervenção precoce em contextos naturais. Esta é uma prática fundamental que visa integrar as intervenções nas rotinas diárias da criança e da família, proporcionando um apoio contínuo e significativo para o seu desenvolvimento. Esta abordagem respeita o ambiente natural da criança ¿ como a casa, a creche, o parque, ou outros contextos comunitários. As rotinas das crianças como base de uma intervenção centrada na capacitação dos seus cuidadores.¿ 

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico

As sessões ocorrem na modalidade b-learning (das 28h TP, 14h são presenciais e 14h a distância) e preveem complementaridade entre sessões expositivas e a discussão e o aprofundamento de situações mobilizando referentes teóricos. De acordo com o modelo e filosofia da intervenção precoce, a co-reflexão em grupo e análise crítica de um estudo de caso será um dos elementos a destacar como metodologia de aprendizagem.
Relativamente às horas de contacto presenciais 6 horas correspondem a trabalho de campo (TC) num contexto natural de vida da criança possibilitando a reflexão em torno de um estudo de caso. As horas presenciais de cariz teórico prático (14h) articulam momentos expositivos e dialógicos, visando o enquadramento dos temas e análise de conteúdos programáticos de natureza mais teórica, e momentos de trabalho colaborativo, de análise e discussão do caso prático, realizados em pequenos grupos com partilha mais alargada na turma.
Esta dinâmica de trabalho tem continuidade nas horas de contacto a distância, das quais 5h serão síncronas e 9h assíncronas. Nos momentos síncronos serão aprofundados temas da UC e dar-se-á continuidade à dinamização de atividades colaborativas entre os/as formandos/as, utilizando as potencialidades da plataforma ZOOM (salas paralelas, whiteboard) e de outras ferramentas de interação (ex.: padlet).
As restantes 9h de trabalho assíncrono, com recurso a ferramentas digitais, destinam-se à resolução de tarefas formativas, mobilizando recursos bibliográficos e fomentando a participação analítica crítica em fóruns de discussão. Estas atividades serão acompanhadas pelo docente, nomeadamente através de feedback dos trabalhos/contributos submetidos ou partilhados e da participação e dinamização nos referidos fóruns.
Relativamente às 2h OT (1h presencial e 1h a distância síncrona), destinam-se ao acompanhamento dos trabalhos de grupo e ao esclarecimento de dúvidas colocadas pelos/as formandos/as.
As horas de trabalho autónomo (126h) dividem-se entre a realização de pesquisa e análise de informação fundamental, nomeadamente bibliografia e identificação de boas práticas (40h), preparação das tarefas formativas (36h), elaboração do trabalho de grupo e da componente individual (50h).  


Avaliação

Valorizando-se a dimensão colaborativa e participativa das metodologias de aprendizagem, a avaliação contínua desta UC prevê igualmente, para além do trabalho de estudo de caso (em articulação com outras UC do domínio da Intervenção Precoce e no tempo previsto para o trabalho de campo) uma valorização da participação e cumprimento das tarefas estipuladas (discussões, atividades em pequenos grupos, participação em fóruns, ou nas atividades mediadas por ferramentas digitais). Assim, consideram-se os seguintes elementos e ponderações:
-Realização / Análise de um estudo de caso, realizada em pequeno grupo, incluindo uma dimensão reflexiva individual (50%);
-Apresentação oral do estudo de caso e da sistematização da informação teórica mobilizada (30%);
-Participação nas tarefas propostas ao longo do processo formativo, incluindo as tarefas a distância (20%).
A avaliação por exame será possível e consiste numa prova escrita presencial, sobre os conteúdos programáticos desta unidade curricular (100%). 

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

As metodologias de ensino e avaliação pretendem privilegiar a reflexão sobre temáticas relevantes para a intervenção precoce na infância e capacitar para a pesquisa, análise, aplicação de conhecimentos e trabalho em equipa. Pressupõe o contacto com perspetivas teóricas e a problematização e análise da sua própria perspetiva educativa. Por isso, as aulas abrangem períodos de exposição teórica e de análise e discussão apoiando-se na leitura de textos e na elaboração sustentada de um estudo de caso centrado na família. Articula-se o enquadramento do tema, com a dinamização de exercícios e a orientação e acompanhamento do estudo autónomo. O enquadramento das temáticas é apresentado a partir da bibliografia, articulando conteúdos e análise de temas. Os/As estudantes serão estimulados a integrar a sistematização dos temas abordados num estudo de caso centrado na família e num exercício reflexivo sobre a intervenção precoce na infância e o percurso de formação e aprendizagem do estudante a realizar numa apresentação oral pelo grupo. O Estudo de caso a produzir pelo grupo de estudantes deve ser apresentado por escrito e oralmente. A apresentação oral deverá ter também ter uma componente de reflexão individual e evidenciar a compreensão dos conteúdos da UC.

A metodologia de avaliação reveste-se de uma característica articulada e coerente com a metodologia de ensino e o paradigma da intervenção precoce. Pretende-se acentuar o trabalho de formação em torno da reflexão e análise crítica de um estudo de caso centrado na família. Valoriza-se assim o trabalho de co-reflexão em equipa essencial ao papel do/a profissional em intervenção precoce. 

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)


Dunst, C. J., Trivette, C.M. & Deal, A.G (1988). Enabling and empowering families: principles and guidelines for practice. Cambridge, MA: Brookline.

Fuertes, C. Nunes, D. Lino, & T. Almeida (Coord.), Teoria, práticas e investigação em intervenção precoce (pp. 5-26). CIED/Escola Superior de Educação de Lisboa. https://www.eselx.ipl.pt/sites/default/files/media/2018/ebook_vf.pdfJ.S., Pinto, A. I., Grande, C., Brandão, M. T., & Franco, V. (2016). Práticas recomendadas em intervenção precoce na infância: Um guia para profissionais (1ª ed.). ANIP.
Marques, A. (coord). (2023) Orientações pedagógicas para a creche. DGE
Sparrow, J. (2014). Touchpoints: Linking families, professionals, institutions and communities for children's health, education and wellbeing. In J.C. Gomes-Pedro (Coord.), Valuing Baby and Family Passion. Towards a Science of Happiness (pp. 136-156). Fundação Calouste Gulbenkian.