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Didática da Língua como Suporte à Aprendizagem e à Inclusão

Código: MEEI20    Sigla: DLSAI
Área Científica: Ciências da Educação

Ocorrência: 2025/26 - 2S

Área de Ensino: Educação e Currículo

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
MEEI 10 Registo n.º R/A - Cr 63/2025 5 30 135

Horas Efetivamente Lecionadas

DCL

Teórico-Práticas: 0,00

Docência - Horas Semanais

Teórico-Práticas: 2,00

Tipo Docente Turmas Horas
Teórico-Práticas Totais 1 2,00
Maria Inês Almeida Cardoso   2,00

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
Maria Inês Almeida Cardoso Responsável

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

1. Integrar os documentos reguladores do ensino da língua e da educação inclusiva na revisitação e análise reflexiva de práticas.
2. Aprofundar e conhecer dispositivos didáticos inclusivos ao longo da escolaridade.
3. Compreender e gerir as diversidades sociolinguísticas em contexto escolar, numa perspetiva inclusiva.
4. Problematizar e experimentar as especificidades do ensino de Português como língua não materna.
5. Refletir sobre os pressupostos inerentes à natureza social da língua e à vivência subjetiva da sua apropriação, como condições para um ensino inclusivo.
6. Programar, com base nas aprendizagens coconstruídas e na investigação, sequências de trabalho didático para o ensino da língua a públicos diversificados.
7. Avaliar criticamente projetos de intervenção didática em consonância com diferentes medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão. 

Conteúdos programáticos

1. Dispositivos didáticos inclusivos para a iniciação à leitura e à escrita ¿ ex.: EKUI, Metodologia multissensorial de Desenho Universal; Ditado ao adulto. Importância da escrita manuscrita.
2. Diversidades sociolinguísticas:
a. Inclusão através da relação com a língua de escolarização
b. Português língua não materna como via de inclusão
c. Português nas várias disciplinas: dimensões linguísticas da construção do conhecimento
d. Português língua pluricêntrica
3. Diferenciação pedagógica no ensino da língua - o ensino-aprendizagem baseado:
a. Na relação pessoal com a língua e o saber
b. Em géneros textuais: Sequência Didática; Sequência de ensino; Percurso Didático, no âmbito do Interacionismo Sociodiscursivo (ISD); Programa ¿Ler para Aprender¿, na perspetiva da Linguística Sistémico-Funcional
4. Projetos inclusivos de literacia: interdisciplinares, multimodais; ex.: ¿Pela mão da Literatura, vejo o Mundo¿, com aluno/as com características de Altas Capacidades ou com Sobredotação.  

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

Partir-se-á dos saberes e experiências do/as estudantes, promovendo o questionamento reflexivo e aprofundamento de conhecimentos operatórios para a didática da língua (Objetivo/O 1 e 2). Principiaremos por práticas inclusivas para a iniciação à leitura e escrita (Conteúdo/C 1; O2), para explorar práticas promotoras do desenvolvimento do sujeito no uso da língua (C2 e C3; O3 e O4). As características dos géneros escolares nas disciplinas e a existência de públicos diversos sociolinguisticamente são realidades a investigar, propulsoras de trabalho didático especializado (C2; O3 e 4).
A compreensão da natureza social da língua e de como a relação pessoal com a língua é dinâmica e (des)motivadora do investimento dos aprendentes (C2 e 3; O5) é alicerce para uma programação focada nas especificidades do público-alvo (C4; O6). A avaliação é reguladora da ação, principalmente lidando com públicos heterogéneos, carentes de diferentes medidas de suporte à aprendizagem e à inclusão (C4; O6 e 7). 

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico

A metodologia de trabalho proposta (50% a distância), assenta numa lógica participativa, responsabilizando e implicando os estudantes no desenvolvimento do seu processo formativo. Permite que o/as estudantes leiam, ao seu ritmo, os textos propostos, de cuja análise derivará a interação presencial. A aferição de conceções prévias, saberes e experiências também pode ser feita assincronamente de molde que os resultados possam ser depois expostos e discutidos, com consequências para a programação das aulas, que apostarão grandemente na interação entre estudantes e docentes, e entre pares.
A informação científica veiculada ¿ e cuja pesquisa se oriente e recomende ¿ será, assim, articulada com as necessidades, dúvidas dos discentes e as suas situações específicas e contextos de intervenção, para lhes propor respostas orientadoras da reconceptualização do seu trabalho didático de ensino da língua, promotora de inclusão.
A turma terá oportunidade de desenvolver, implementar e avaliar sequências de trabalho didático para o público-alvo com o qual interage habitualmente, adotando os dispositivos didáticos mais adequados, adaptando e/ou construindo materiais, e rentabilizando oportunamente os recursos digitais. Este labor didático repousará nos aprofundamentos teóricos e metodológicos, na análise de atividades, sequências e projetos, com registos destinados à regulação de todo o processo de reaprender a didática da língua numa perspetiva inclusiva e de emancipação dos sujeitos com as mais diversas características.
Esta unidade curricular (UC) lançará mão de metodologias ativas, ancoradas no princípio de isomorfismo, isto é, as práticas de formação colocarão, não raro, os estudantes na vivência de situações pedagógico-didáticas similares às que se pretende que criem e deem a viver aos seus alunos, mutatis mutandis.
Postula-se a sinergia entre saberes da didática teórica, investigativa e da didática prática, congregando parcerias que ponham em diálogo experiências com diferentes graus de conceptualização, procurando desenvolver uma atitude reflexiva e investigativa das próprias práticas, recontextualizando teorias. 


Avaliação

Avaliação contínua:
Participação síncrona e assíncrona ¿ 15%
Diários individuais de aprendizagem ¿ 30%
Sequência de trabalho didático ¿ programação e avaliação ¿ 40%
Ted Talk - Experiência transformadora no uso da língua (individual) ¿ 15%

Em coerência com os processos de isomorfismo formativo que se propõem nesta UC, o/as estudantes serão convidados a preparar e a ministrar uma Ted Talk de, no máximo, 10 minutos ao seu público, a turma. Essa Ted Talk versará em qualquer experiência transformadora no uso da língua vivenciada pelo/a formando/a. Tal experiência deverá ser pessoal, real e compreendida mais em profundidade à luz dos pressupostos teoréticos abordados na UC, devendo espelhar uma apropriação genuína do questionamento individual da relação pessoal com a língua, como utente e como docente, em confronto com a alteridade diversa e desafiante. Este momento pontual engloba, portanto, todo o percurso de aprendizagem e, por essa razão, sendo tão promotora de aprendizagem como a participação (síncrona e assíncrona), terá igual percentagem de ponderação (15%).
A redação de diários de aprendizagem pretende pôr em marcha a regulação do processo de ensino-aprendizagem enquanto sedimenta aprendizagens por meio da leitura e da escrita, incentivando a que os estudantes configurem os seus projetos de leitura e de escrita reflexiva. Dado o investimento considerável previsto nesta atividade, prevê-se o valor de 30% na classificação final.
O contacto com diferentes atividades, projetos, dispositivos didáticos e metodologias, que não ignorem, quando oportuno, a multimodalidade e a interdisciplinaridade, alavancará o processo de construção de uma sequência de trabalho didático, assim genericamente designada para permitir acomodar quaisquer dispositivos e metodologias que melhor sirvam ao público-alvo do/as estudantes. Esta sequência de trabalho poderá ser planificada individualmente ou em grupo; ativará as parcerias escolares ¿ como a biblioteca escolar ¿ e extraescolares que se considerarem pertinentes (trabalho de campo). Os estudantes terão de facultar uma versão inicial da sequência para apreciação por outro grupo, que a lerá numa perspetiva de ¿amigo crítico¿. A apresentação apenas incidirá numa simulação de uma atividade à escolha, seguida de discussão, alimentada esta quer pela leitura do ¿amigo crítico¿ quer pela simulação em aula. Os 40% acoplados a esta componente dividir-se-ão equitativamente pela oralidade e pela escrita e atentarão quer nos responsáveis pelo trabalho em discussão quer na turma, convocada para o diálogo construtivo.
Dada a autonomia expectável no público formando, as componentes individuais obrigatórias de avaliação (Ted Talk, participação e diários) suplantam as que, opcionalmente, poderão ser feitas em grupo (avaliação individual mínima ¿ 60%; grupal ¿ 40%). Também se visou um equilíbrio entre o modo oral e escrito de uso da língua. 

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

As sessões presenciais (12h TP e 3h de trabalho de campo em contextos reais) e a distância (12h, com 3h de orientação tutorial síncronas) serão[MC1.1] maioritariamente teórico-práticas e articuladas, estando a informação disponível na sala de aula virtual (Moodle). As tarefas serão sustentadas por orientações, feedback e fóruns de dúvidas, temáticos e de discussão, que apoiarão a colaboração, promovendo o envolvimento, a criatividade, a motivação e a aprendizagem. A consecução de todos os objetivos de aprendizagem está profundamente alicerçada num trabalho de leitura de documentos reguladores do ensino da língua e da educação inclusiva (O1) e de textos científicos (O2, 3, 4, 5), que nutrirá a redação contínua de diários de aprendizagem para consolidar conhecimento sobre dispositivos didáticos inclusivos para as primeiras idades e no desenvolvimento do sujeito no uso da língua, ao longo da escolaridade (O2), as diversidades sociolinguísticas em contexto escolar (O3), as especificidades de português como língua não materna, que incorpora diferentes estatutos da língua portuguesa para quem aprende esta língua como segunda ou língua de acolhimento (no sistema de ensino português, Português Língua Não Materna ¿ PLNM; Português Língua de Acolhimento), de diferentes idades e percursos (O4), e os pressupostos inerentes à natureza social da língua e à vivência subjetiva da sua apropriação, como condições para um ensino inclusivo (O5). A interação síncrona e assíncrona será o locus para a construção coletiva e colaborativa de conhecimento, razão pela qual a participação nos diferentes ambientes de aprendizagem é incentivada. A solicitação de uma Ted Talk compreende um exercício mobilizador de forte exigência cognitiva e subjetiva, condensador do percurso de aprendizagem na UC, reconfigurando a relação do indivíduo com a língua, condição sine qua non para o ciclo de avaliação, programação, reflexão e avaliação requeridos na programação de sequências de trabalho didático para o ensino da língua a públicos diversificados, com diferentes origens socioculturais, repertórios linguísticos, dificuldades de aprendizagem, condições de saúde e características individuais (O6 e 7). As horas previstas para a modalidade a distância serão organizadas em modo síncrono (4h), com recurso à plataforma Zoom, e em trabalho assíncrono (8h) mediado pela plataforma Moodle. Os estudantes dedicarão 3h a trabalho de campo. As horas de trabalho autónomo dos estudantes (105h) serão orientadas para a leitura dos textos e documentos de referência e redação de diários individuais de aprendizagem (32h), realização de pesquisa autónoma para a programação da sequência de trabalho didático (42h), preparação da Ted Talk (16h) e realização de pesquisa para a participação nas aulas e nos processos formativos de avaliação dos conteúdos estudados nesta UC (15h).

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)

Barbeiro, L. F. (2020). Da leitura à reescrita: propostas e percursos da pedagogia baseada em gêneros. Educação e Pesquisa, 46
Cardoso, I., & Pereira, L. Á. (2015). A relação dos adolescentes com a escrita extracurricular e escolar ¿ inclusão e exclusão por via da escrita. TLA, 54(1)
Chambel, A., & Catela, D. (2020). Problemas na escrita cursiva no 1.º CEB: efeito de um plano de estimulação percetivo-motora. Revista da UIIPS, 2(8)
Pappámikail, L., et al. (2022). Educação Inclusiva. Módulo 2: Diversidade, Equidade e Inclusão. ME
Pereira, L. Á. (2019). A produção de textos na escola: um percurso para uma didática (da literacia) da escrita. In I. Martins (Ed.), Percursos de Investigação em Educação no CIDTFF: um itinerário pelas lições de agregação. UA 

Observações

Matias, A., et al. (2022). ¿Professor, para que serve a Literatura?¿ A prática do projeto Pela mão da Literatura, vejo o Mundo. Criatividade e Neurociência: interlocução na prática pedagógica. Juruá Ed.
Santos, M. M. (2018). O ensino precoce da escrita: o ditado ao adulto mediado por sequências didáticas com recurso ao quadro interativo. Tese de doutoramento. UA