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Comunicação, Desenvolvimento da Linguagem e Interação Social

Código: MEEI21    Sigla: CDLIS
Área Científica: Ciências da Educação

Ocorrência: 2025/26 - 2S

Área de Ensino: Educação e Currículo

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
MEEI 10 Registo n.º R/A - Cr 63/2025 7 42 189

Horas Efetivamente Lecionadas

DCL

Teórico-Práticas: 9,50

Docência - Horas Semanais

Teórico-Práticas: 2,80

Tipo Docente Turmas Horas
Teórico-Práticas Totais 1 2,80
André Luiz Rauber   2,80

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
André Luiz Rauber Responsável

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

  1. Compreender o desenvolvimento da linguagem, identificando as fases evolutivas do processo.
  2. Compreender os conceitos de comunicação (verbal e não verbal), de linguagem, língua e fala, na perspetiva dos estudos linguísticos.
  3. Identificar as perturbações da comunicação e da linguagem.
  4. Identificar modelos e teorias subjacentes a cada perturbação específica, explorando os domínios da Linguística: fonética, fonologia, morfologia, sintaxe, semântica e pragmática.
  5. Estabelecer inferências conceptuais relativamente às funções da comunicação e da linguagem humana e suas problemáticas.
  6. Reconhecer os diferentes graus de dificuldade do domínio da linguagem e as suas consequências no desenvolvimento dos estudantes.
  7. Conhecer os processos envolvidos na leitura e escrita, nomeadamente aprendizagem e modelos de leitura.
  8. Perceber a comunicação e a linguagem nas dimensões cognitiva, intersubjetiva e social.

Conteúdos programáticos


1. Desenvolvimento Linguístico
1.1. Comunicação e linguagem;
1.2. Língua e fala;
1.3. Bases neuropsicológicas da linguagem.

2. Perturbações da comunicação e da linguagem
2.1. Perturbações específicas da comunicação e da linguagem;
2.2. Perturbações diversas com implicações na linguagem.

3. Desvios nos domínios específicos da linguagem
3.1. Desvios fonológicos;
3.2. Desvios morfológicos;
3.3. Desvios sintáticos;
3.4. Desvios semântico-pragmáticos.

4. Problemáticas específicas da leitura e da escrita
4.1. O desenvolvimento da leitura e escrita;
4.2. Perturbações da leitura e escrita;
4.3. Modelos de leitura e de registo escrito e/ou simbólico.

5. A intercomunicação
5.1. Papel do interlocutor (professor, mediador) na interação comunicativa com estudantes com perturbações
da comunicação e/ou da linguagem.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular


Esta Unidade Curricular (UC) tem como proposta aliar, aos estudos das Ciências da Educação, os pressupostos linguísticos que servem de base para a configuração da gramática das línguas e o seu funcionamento, a partir dos domínios da fonética e fonologia, da morfologia, da sintaxe e da semântica e pragmática. Logo, para atender aos objetivos 1, 2 e 4, que têm uma dimensão mais conceptual, estão orientados os conteúdos 1, 2 e os seus subtemas. As alterações significativas do processamento da comunicação e da linguagem, nas funções recetivas e/ou expressivas, referidas nos objetivos 3, 5 e 6, estão contempladas nos conteúdos 3 e 4, bem como nos seus respetivos subtemas. As problemáticas específicas da leitura e escrita (objetivo 7) serão desenvolvidas nos conteúdos elencados em 4. Todo processo de comunicação prevê, no mínimo, dois agentes, sujeitos da interação comunicativa; portanto, para contemplar o objetivo 8, têm-se os conteúdos listados em 5.

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico


A metodologia de trabalho proposta, na modalidade b-learning (50% a distância), assenta numa lógica participativa, responsabilizando e implicando os estudantes no desenvolvimento do seu processo formativo. Recorrer-se-á a uma aproximação expositiva aos conteúdos curriculares, sempre acompanhada da exploração e discussão pelos mestrandos, através de flipped classroom (aula invertida), em que os mesmos também conduzirão a sua aprendizagem sobre determinados temas. O pensamento crítico e a capacidade de argumentação serão estimulados recorrendo a trabalhos de pares e em grupo, lendo e interpretando textos fornecidos pelo docente ou propostos pelos discentes e analisando estudos de caso. Métodos de aprendizagem com recurso à componente digital (e.g., Kahoots) serão utilizados, quer pelo docente para exposição e sistematização de conteúdos, quer pelos discentes nas sucessivas solicitações que lhes vão ser feitas. Procurar-se-á também que os discentes contactem com projetos e dinamizadores de projetos nacionais/locais (e.g., visita de estudo a uma biblioteca municipal ou projeto de dinamização da literacia), no âmbito da promoção das literacias. Os trabalhos realizados por estes serão acompanhados em aula pelo docente, que utilizará estratégias de feedforward, no sentido de os orientar na sua pesquisa bibliográfica, sistematização de conteúdos e reflexão crítica. Estes métodos de ensino/aprendizagem ativos coadunam-se com as propostas dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ONU, 2015), que valorizam a qualidade do ensino (ODS 4).


Avaliação

Por tratar-se de um mestrado académico no Domínio da Comunicação e da Linguagem, a avaliação será prioritariamente formativa, contínua e processual. Serão valorizados os momentos de interação verbal, discussão de casos, reflexão crítica e trabalho individual e em grupo. Portanto, a participação ativa e responsiva dos estudantes no decorrer  das aulas, sejam estas presenciais, síncronos ou assíncronos, determinará o valor deste critério.  Além disso, cada mestrando deverá procurar direcionar os temas e conteúdos estudados nesta UC a situações práticas do seu contexto profissional e/ou pessoal, tendo em atenção pessoas com desafios significativos no domínio da comunicação e da linguagem. Ao final desta disciplina, terá de defender, oralmente, uma proposta de intervenção destinada aos sujeitos do seu contexto de atuação. Pretende-se que a elaboração da proposta ocorra processualmente, sob a orientação do docente desta UC. A avaliação sumativa corresponderá, portanto, à soma do resultado da participação e da defesa da proposta de intervenção, em que cada uma tem valor de zero a 20 pontos e peso 50%, totalizando os 100%. 



Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular


As sessões presenciais (21h TP) e as desenvolvidas através de processos de ensino-aprendizagem a distância (21h TP) serão articuladas entre si e toda a informação será disponibilizada na sala de aula virtual (plataforma Moodle), com desenvolvimento de tarefas apoiadas em guiões orientadores e subsequente feedback avaliativo bem como fóruns de dúvidas abertos em permanência; dinamização de fóruns temáticos de discussão, construção colaborativa de recursos formativos, permitindo desenvolver práticas pedagógicas que resultam num maior envolvimento, criatividade, motivação e aprendizagem pelos discentes. A natureza conceptual e diagnóstica desta unidade curricular justifica uma abordagem teórico-prática em que a compreensão de conceitos teóricos, bem como o reconhecimento das problemáticas de comunicação e de linguagem, tem em consideração o desenvolvimento da comunicação e da linguagem a par das respetivas fases evolutivas do ser humano. Assim, aliado aos conceitos teóricos, que serão apresentados de forma expositiva e dialogada nas aulas, serão propiciadas atividades de reflexão e de avaliação com base em diagnósticos que caracterizam e exemplificam determinadas situações e/ou problemáticas. Essa tarefa deverá resultar da investigação bibliográfica, com a finalidade de constatar alguns índices de natureza quantitativa (percentual de ocorrências e tipo de população afetada, por exemplo), como também dados qualitativos que possam sinalizar metodologias de intervenção verificadas empiricamente. Os encontros presenciais perfazem o total de 12h. As horas previstas para a modalidade a distância serão organizadas em modo síncrono (8h), com recurso à plataforma Teams, e em trabalho assíncrono (10h) mediado pela plataforma Moodle. As sessões de tutoria (3h) também ocorreão pela plataforma Teams. Quanto ao Trabalho de Campo, este compreenderá 9h.  As horas de trabalho autónomo dos estudantes (147h) serão orientadas para a leitura dos textos e obras de referência (70h), realização do trabalho de grupo (30h), preparação da apresentação oral do trabalho de grupo (6h), realização de pesquisa autónoma para a participação nas aulas (18h) e para os processos formativos de avaliação dos conteúdos estudados nesta UC (23h).

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)


Bernstein, D. K. (2002). Language and communication disorders in children. MA, Allyn & Bacon.
Carvalhais, L., Limpo, T., & Pereira, L. Á. (2021). The Contribution of Word, Sentence, and Discourse Level Abilities on
Writing Performance: A 3-Year Longitudinal Study.
Frontiers in Psychology.
Castro, S. L. & Gomes, I. (2000). Dificuldades de Aprendizagem da Língua Materna. Universidade Aberta. 
Catela, D., Rauber, A., Correia, F., Pessoa, A., Lopes, C., Antunes, J. & Ferreira, P. (2021). Perceção tátil, gesto e linguagem
oral em instrumentos do dia-a-dia de crianças de 2 a 5 anos: short report. In A.R. Matias, G. Almeida, G. Veiga, J. Marmeleira
(Eds.), Estudos em Desenvolvimento Motor da Criança XIV.
Manual de Diagnóstico e Estatísticas das Perturbações Mentais (DSM-5). (2014). Tradução de Maria Luísa Figueira. CLIMEPSI.
Silva, L. A. da, Cerqueira, M. S. de, & Rauber, A. L. (2022). Abordagens cognitivistas na aquisição da língua escrita. Signótica,
Goiânia, v. 3.

Observações


Alves, R. A. & Leite, I. (eds.). (2022). Ensino da leitura e da escrita baseado em evidências. F. Belmiro de Azevedo.
Dehaene, S. (2012). Os neurônios da leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. São Paulo.
Dehaene, S. (2020). How we learn. The new science of education and the brain. Penguin.
Freitas, M. J. & Santos, A. L. (eds.). (2017). Aquisição de língua materna e não materna. Berlin. Language Science Press.
Morais, J. (1997). A arte de ler. Psicologia cognitiva da leitura. Lisboa.
Moura, O.; Pereira, M. & Simões, M. R. (Coord.). (2018). Dislexia: Teoria, avaliação e intervenção. Pactor.
Peirce, C. S. (2010). Semiótica. Trad. J. T. C. Neto. São Paulo. Perspectiva.
Searle, J. R. (2002). Intencionalidade. Trad. J. Ficher & T. R. Bueno. São Paulo.
Sim-Sim, I.; Silva, A. C.; & Nunes, C. (2008). Linguagem e comunicação no jardim-de-infância. DGIDCL. Lisboa.
Tomasello, M. (2003). Origens culturais da aquisição do conhecimento humano. Trad. C. Berliner. São Paulo.