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Nutrição no Desporto e no Exercício

Código: DCFS5110    Sigla: NDE
Área Científica: Ciências do Desporto

Ocorrência: 2026/27 - 2S

Área de Ensino: Ciências do Desporto

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
LLDCFS 102 DGES - R/A-EF 3309/2011/AL03, de 30/06/2026 1º 4 32,5 100

Horas Efetivamente Lecionadas

Docência - Horas Semanais

Ensino Teórico: 1,30
Teórico-Práticas: 0,86

Tipo Docente Turmas Horas
Ensino Teórico Totais 1 1,30
Cristina Brito Subtil de Carvalho Portela   0,10
Rúben Samuel Cordeiro Francisco - ESD   1,20
Teórico-Práticas Totais 4 3,44
Cristina Brito Subtil de Carvalho Portela   3,47

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
Rúben Samuel Cordeiro Francisco - ESD Responsável

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

No final da unidade curricular, os estudantes deverão ser capazes de: compreender os princípios fundamentais da nutrição aplicada ao exercício físico e à saúde; interpretar as recomendações nutricionais para indivíduos fisicamente ativos; compreender o papel dos macro e micronutrientes, da hidratação e da suplementação na saúde e no desempenho físico; reconhecer estratégias nutricionais adequadas para diferentes objetivos, incluindo perda de peso, aumento da massa muscular e melhoria do desempenho; identificar os principais cuidados nutricionais em populações em fases especiais da vida (crianças, grávidas e idosos) e em indivíduos com as patologias mais frequentes nos ginásios, nomeadamente obesidade, diabetes mellitus e hipertensão arterial; interpretar evidência científica e comunicar recomendações nutricionais baseadas na evidência, respeitando os limites de atuação do profissional do exercício e a articulação com outros profissionais de saúde.

Conteúdos programáticos

Os conteúdos programáticos serão abordados nas aulas teóricas através da apresentação e discussão dos fundamentos científicos da nutrição no desporto e no exercício, sendo posteriormente consolidados nas aulas práticas por meio da análise de estudos de caso, da discussão crítica da evidência científica, da resolução de problemas e da aplicação dos conhecimentos a contextos reais. Serão abordados os conceitos fundamentais da nutrição no desporto e o papel do fisiologista do exercício físico, os macronutrientes e micronutrientes, a água, os eletrólitos e o equilíbrio hídrico, e a desidratação, o metabolismo e dispêndio energético, as vias energéticas no exercício, o timing nutricional, as estratégias nutricionais para otimização da composição corporal, a suplementação ergogénica baseada na evidência, a nutrição na perda de peso e promoção da saúde, a nutrição em populações especiais e as considerações nutricionais em indivíduos com obesidade, diabetes mellitus e hipertensão arterial.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

As metodologias de ensino privilegiam uma aprendizagem progressiva, articulando a aquisição de conhecimentos científicos com a sua aplicação prática em contextos próximos da futura atividade profissional dos estudantes. A combinação de aulas expositivas, resolução de problemas, estudos de caso e discussão de evidência científica promove o desenvolvimento do pensamento crítico e da capacidade de tomada de decisão fundamentada.
A avaliação escrita permite verificar a aquisição dos conhecimentos teóricos fundamentais relativos à nutrição, metabolismo, hidratação e suplementação. O trabalho de grupo promove competências de pesquisa científica, comunicação e aplicação prática da evidência em situações reais frequentemente encontradas em ginásios, centros de exercício e programas de promoção da saúde. A componente prática incentiva a participação ativa dos estudantes, o raciocínio aplicado e a integração dos conteúdos em diferentes cenários profissionais.
Esta estratégia de ensino e avaliação garante que os estudantes desenvolvem competências técnicas, científicas e profissionais compatíveis com a intervenção do licenciado em Desporto, Condição Física e Saúde, reconhecendo simultaneamente os limites da sua atuação e a importância da colaboração interdisciplinar com nutricionistas e outros profissionais de saúde.

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico

A unidade curricular adota um modelo pedagógico centrado no estudante, promovendo a aquisição progressiva de conhecimentos científicos, o desenvolvimento do pensamento crítico e a aplicação prática da nutrição nos contextos do exercício físico, fitness e promoção da saúde.
As aulas teóricas destinam-se à apresentação e discussão dos conceitos fundamentais da nutrição aplicada ao exercício físico, recorrendo à exposição dialogada, análise de recomendações internacionais e interpretação crítica da literatura científica mais recente ou mais importante. Os conteúdos são organizados de forma sequencial, permitindo compreender a relação entre alimentação, metabolismo energético, hidratação, suplementação, composição corporal e saúde.
As aulas teórico-práticas privilegiam metodologias de aprendizagem ativa, incentivando os estudantes à resolução de problemas e à aplicação dos conhecimentos em situações próximas da prática profissional. Serão utilizados estudos de caso, análise crítica de suplementos nutricionais, cálculo das necessidades energéticas, interpretação de rótulos alimentares, avaliação de estratégias de hidratação e discussão de casos relacionados com diferentes objetivos de treino e diferentes populações.
As metodologias de ensino articulam-se diretamente com a estratégia de avaliação da unidade curricular. O trabalho individual desafia o estudante a analisar criticamente um problema ou tema relacionado com a nutrição no exercício, recorrendo à literatura científica para fundamentar a interpretação da evidência e a elaboração de conclusões. Este componente visa desenvolver competências de pesquisa bibliográfica, pensamento crítico e tomada de decisão baseada na evidência científica.
O trabalho de grupo centra-se na elaboração de uma estratégia de comunicação dirigida a uma população específica (por exemplo, praticantes de ginásio, idosos, adolescentes, pessoas com obesidade ou diabetes), procurando traduzir a evidência científica em mensagens claras, rigorosas e adequadas ao público-alvo. Esta atividade promove competências de comunicação em saúde, trabalho colaborativo e educação para a saúde, reconhecendo que a capacidade de comunicar informação científica de forma eficaz constitui uma competência essencial para o profissional do exercício.
A frequência escrita permite avaliar a integração dos conhecimentos científicos adquiridos ao longo da unidade curricular e a capacidade de os aplicar na resolução de situações práticas.
O trabalho autónomo do estudante assume igualmente um papel relevante, através da leitura crítica da bibliografia recomendada, pesquisa de literatura científica, preparação dos trabalhos e consolidação dos conteúdos lecionados, fomentando a autonomia, a atualização científica contínua e a aprendizagem ao longo da vida.


Avaliação

A unidade curricular contempla dois regimes de avaliação mutuamente exclusivos: avaliação contínua e avaliação por exame na época normal. O estudante deverá optar por um dos regimes até ao final da terceira semana de aulas. Na ausência de manifestação dessa opção dentro do prazo estabelecido, será automaticamente integrado ao regime de avaliação da época normal.
O acesso à avaliação contínua está condicionado a uma assiduidade mínima correspondente a dois terços (2/3) das aulas teóricas e teórico-práticas. Neste regime, a classificação final resulta da ponderação de uma frequência escrita individual (50%), de um trabalho de grupo (25%) e de um trabalho individual (25%). Para obtenção de aprovação é obrigatória uma classificação mínima de 9,5 valores em cada um dos momentos de avaliação.
Os estudantes que optem pela avaliação na época normal serão avaliados através de um exame escrito (50%) e de uma prova oral (50%), sendo igualmente exigida uma classificação mínima de 9,5 valores em cada uma das componentes para obtenção de aprovação.
Os estudantes que não obtenham aprovação no regime de avaliação contínua podem realizar a época de recurso, não podendo transitar para a época normal. Do mesmo modo, os estudantes que não obtenham aprovação na época normal podem realizar a época de recurso. O exame de recurso é constituído por uma prova escrita (50%) e uma prova oral (50%), sendo exigida uma classificação mínima de 9,5 valores em cada componente. 

Aos estudantes que realizem a avaliação na época especial aplicam-se as mesmas modalidades, ponderações e condições de aprovação previstas para a época de recurso. Aos estudantes abrangidos por estatutos especiais aplicáveis à avaliação serão asseguradas as adaptações dos momentos e procedimentos de avaliação previstas na respetiva condição estatutária, sempre que aplicável, nomeadamente a concessão de tempo adicional para a realização das provas ou outras medidas de adequação consideradas necessárias. Em cada ano letivo, o estudante deverá optar por um único regime de avaliação (avaliação contínua ou época normal), não sendo permitida, em qualquer circunstância, a realização de ambos os regimes na mesma edição da unidade curricular. Em caso de reprovação no regime escolhido, o estudante apenas poderá realizar a época de recurso, nos termos do Regulamento de Avaliação em vigor na instituição.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

As metodologias de ensino privilegiam uma aprendizagem progressiva, articulando a aquisição de conhecimentos científicos com a sua aplicação prática em contextos próximos da futura atividade profissional dos estudantes. A combinação de aulas expositivas, resolução de problemas, estudos de caso e discussão de evidência científica promove o desenvolvimento do pensamento crítico e da capacidade de tomada de decisão fundamentada.
A avaliação escrita permite verificar a aquisição dos conhecimentos teóricos fundamentais relativos à nutrição, metabolismo, hidratação e suplementação. O trabalho de grupo promove competências de pesquisa científica, comunicação e aplicação prática da evidência em situações reais frequentemente encontradas em ginásios, centros de exercício e programas de promoção da saúde. A componente prática incentiva a participação ativa dos estudantes, o raciocínio aplicado e a integração dos conteúdos em diferentes cenários profissionais.
Esta estratégia de ensino e avaliação garante que os estudantes desenvolvem competências técnicas, científicas e profissionais compatíveis com a intervenção do licenciado em Desporto, Condição Física e Saúde, reconhecendo simultaneamente os limites da sua atuação e a importância da colaboração interdisciplinar com nutricionistas e outros profissionais de saúde.

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)

1. Kerksick CM, et al. ISSN Exercise & Sports Nutrition Review Update. J Int Soc Sports Nutr. 2018.
2. Francisco R, Armstrong LE, Silva AM. Recommendations for Optimizing Research Regarding the Effects of Dehydration on Athletic Performance. Sports Med. 2026.
3. Thomas DT, Erdman KA, Burke LM. Nutrition and Athletic Performance. J Acad Nutr Diet. 2016.
4. Australian Institute of Sport. AIS Sports Supplement Framework. 2021.
5. EFSA. Dietary Reference Values for Nutrients. 2017.
6. Sousa M, Teixeira VH, Graça P. Nutrição no Desporto. DGS/PNPAS. 2016.
7. Carvalho P. Comer, Crescer, Treinar. 2018.
8. Mendes AP. Muito Mais do que Proteína. 2024.

Observações

Em cada ano letivo, o estudante deverá optar por um único regime de avaliação (avaliação contínua ou época normal), não sendo permitida, em qualquer circunstância, a realização de ambos os regimes na mesma edição da unidade curricular. Em caso de reprovação no regime escolhido, o estudante apenas poderá realizar exame final, nos termos do Regulamento de Avaliação em vigor na instituição.