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Olivicultura e tecnologia do azeite

Código: MEA2104    Sigla: OTA
Área Científica: Produção Agrícola e Animal

Ocorrência: 2026/27 - 1S

Área de Ensino: Produção Agrícola - PAG

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
MEA 8 Registo n.º R/A-Cr 14/2020/AL01 1º 5 39 125

Horas Efetivamente Lecionadas

MEA_1_A

Teórico-Práticas: 3,00

Docência - Horas Semanais

Teórico-Práticas: 2,60

Tipo Docente Turmas Horas
Teórico-Práticas Totais 1 2,60
Filipe José Nogueira Madeira   0,20
Helena Maria Cordeiro de Sousa Mira - ESA   0,90
Olfa Zarrouk   0,90
Raquel Alexandra Cardoso Costa Saraiva - ESA   0,40
Valentim Pereira dos Santos Coelho - ESA   0,20

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
Helena Maria Cordeiro de Sousa Mira - ESA Responsável

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

O objetivo fundamental da unidade curricular é transmitir aos alunos conhecimentos sobre as particularidades morfológicas da oliveira, dos seus processos fisiológicos específicos, dos diferentes sistemas de produção, das respectivas tecnologias culturais e das suas inovações, que fundamentem uma produção olivícola sustentável, de qualidade e competitiva. Pretende ainda abordar as Tecnologias de extracção de azeite e da qualidade e certificação do azeite, bem como a Gestão Ambiental ao longo da cadeia de produção de azeite.

Conteúdos programáticos

Importância Económica do Sector Olivícola e Oleícola. Constrangimentos e potencialidades do sector. Particularidades morfológicas e fisiológicas da oliveira. O Ciclo Vegetativo e Reprodutivo anual. Material vegetal e melhoramento genético. Propagação da oliveira. Implantação de olivais: Sistema intensivo e superintensivo. Técnicas culturais, sistemas de condução e poda. Colheita da azeitona. Estratégias de rega. Fertilização. Proteção fitossanitária da oliveira. Formação do azeite na azeitona. Maturação da azeitona. Composição química do azeite. Reações de degradação do azeite. Classificação comercial do azeite. Controlo da qualidade na receção. Tecnologias de extração de azeite. O armazenamento do azeite. A elaboração de lotes. O engarrafamento. Fatores que afetam a qualidade da azeitona e do azeite. Análise sensorial de azeites virgens. Análises de qualidade e de genuinidade. Legislação. Rotulagem. Subprodutos e efluentes. Gestão Ambiental ao longo da fileira de produção de azeite.

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

Os conhecimentos que serão adquiridos com o programa descrito, permitem fornecer bases para uma abordagem fundamentada dos diversos factores intrinsecos e extrinsecos á cultura da oliveira e à tecnologia da produção de azeite, que permita uma compreenção, do comportamento cultural das oliveiras e dos processos de extracção do azeite, de modo a fundamentar a tomada de decisão em relação às tecnologias culturais e às de extracção do azeite, assim como em relação ao impacto a nível dos recursos naturais e da sua viabilidade económica.

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico

As horas de contacto da UC constarão de aulas expositivas, exploração de websites e trabalhos de grupo e visitas de estudo fora do horário das aulas.



Avaliação

1. Avaliação contínua:

Parte I - Olivicultura:
A avaliação contínua baseia-se na realização de atividades de aplicação, análise e discussão dos conteúdos da unidade curricular, compreendendo:
Aula invertida / trabalho temático (TT)  60%: Preparação e dinamização, em grupo (max. 4 alunos por grupo), de uma sessão sobre um tema previamente definido da UC. A avaliação considera o rigor científico, seleção e organização dos conteúdos (40%), capacidade de comunicação e discussão, utilização de bibliografia científica (30%) e domínio individual do tema (30%).
Avaliação individual (AI) 40%: 4 Avaliações individuais da aquisição e integração dos conhecimentos, realizada através de atividades de resposta curta (10 min), resolução de problemas/casos e/ou questões de aplicação realizadas ao longo do semestre. As avaliações individuais poderão assumir diferentes formatos, nomeadamente quiz, prova escrita ou exercício oral.
Nota: Nos trabalhos de grupo, a classificação poderá ser diferenciada entre os elementos do grupo, tendo em consideração a participação, o domínio individual dos conteúdos e o desempenho na apresentação e discussão.
Condições de dispensa a exame:
A aprovação à componente de Olivicultura requer uma classificação final igual ou superior a 10 valores, sendo exigida uma classificação mínima de 8 valores em cada componente de avaliação.
Classificação final na componente Olivicultura = 60% TT + 40% AI

Parte II - Tecnologia do azeite e gestão ambiental (GA):

Realização de 1 teste escrito (PE) e 1 trabalho de grupo (TG)

Classificação final da componente Tecnologia do azeite e GA = (75% PE + 25% TG) >=10 valores; cada elemento de avaliação deverá ter um mínimo 8 valores.

Classificação final da UC = média entre a componente de olivicultura e a componente de tecnologia do azeite e GA

2. Avaliação por exame
- Os estudantes matriculados na UC estão admitidos a exame final.
- O exame consta da realização de uma prova escrita (PE), cuja aprovação requer uma classificação >=10 valores.
-Dispensa parcial: o estudante pode dispensar de exame a uma das componentes, desde que a avaliação obtida tenha sido >=10 valores.
- Classificação de exame (caso não tenha obtido classificação positiva na avaliação continua): PE*0,75+TG*0,20; a aprovação requer uma classificação >=10 valores.
Nota: As classificações dos trabalhos de grupo são consideradas por um período de 2 anos letivos.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

As aulas expositivas destinam-se aos alunos adquirirem os conhecimentos básicos para poderem posteriormente individualmente ou em grupo, aprofundá-los e utilizá-los nos trabalhos que vão realizar durante o curso e confrontá-los com a realidade nas visitas de estudo, desenvolvendo assim competências de seleção, organização e na interligação do conhecimento que lhe permitirá posteriormente na vida activa avaliar e tomar decisões para as diversas situações com que são confrontados.

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)

Barranco, D., Fernandez-Escobar, R. e Rallo, L. (2017). El Cultivo del Olivo. Edições Mundi-Prensa.
Böhm, Jorge, 2013. O grande livro da oliveira e do azeite : Portugal oleícola. Lisboa: Dinalivro, 288 p. ISBN 978-972-576-620
Ferguson, L. e Sibbett, G. (2005) Olive production manual. University of California.
Guerra, António ; Leite, Elder Lima (2018). Nutrição e sanidade das culturas: olival. Porto : Quântica, 160 p.. ISBN 978-989-892-703-3
Jordão, Pedro , 2015. Boas práticas no olival e no lagar. Lisboa : Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, 290pp ISBN 978-972-579-041-0.
Mendes, F., & M. Cavaco (2009). Manual de Protecção Fitossanitária para Protecção Integrada e Agricultura Biológica do Olival. MADRP-DGADR, Lisboa.
Rei, F. T. (2024). The Phytosanitary Protection of the Portuguese Olive Grove: Current and Future Perspectives. In The Olive Landscapes of the Mediterranean: Key Challenges and Opportunities for their Sustainability in the Early XXIst Century, 333-344.