Código: | LESO10148 | Sigla: | ENFALV | |
Área Científica: | Ciências da Educação |
Página Web: | https://academicos.ipsantarem.pt/disciplinas_geral.formview?p_cad_codigo=LESO10148&pv_periodo_pe=2S&p_ano_lectivo=2023 |
Área de Ensino: | Educação e Currículo |
Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Ano Curricular | Créditos | Horas Contacto | Horas Totais |
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LESO1 | 69 | Despacho n.º 12917/2016 | 1º | 4 |
Teórico-Práticas: | 42,25 |
Teórico-Práticas: | 42,25 |
Docência - Horas Semanais
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Docência - Responsabilidades
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Português
Compreender e refletir criticamente sobre as dinâmicas das sociedades atuais e a relação destas com a centralidade crescente dos processos de ALV;
Situar a aprendizagem não formal no contexto da ALV;
Identificar a dimensão educativa não formal dos processos educativos e socioeducativos;
Problematizar a relevância da educação não formal no quadro da intervenção socioeducativa, reconhecendo a dimensão educativa dos processos de desenvolvimento social e de intervenção comunitária;
Refletir sobre o lugar da educação não formal nos sistemas educativos contemporâneos;
Compreender a relevância dos processos informais de educação e aprendizagem para a conceção e organização das situações educativas formais e não formais.
Planear, ensaiar e avaliar atividades de educação não formal.
1. Da Educação Permanente à Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV)
1.1. Enquadramento histórico da formação do conceito de aprendizagem ao longo da vida
1.2. Modalidades e contextos de aprendizagem nas sociedades atuais: educação formal, não formal e informal
A educação não formal no quadro do paradigma da aprendizagem ao longo da vida é entendida como uma modalidade de educação essencial no processo de desenvolvimento da sociedade. O reconhecimento da educação não formal como eixo de desenvolvimento da cidadania, na sua vertente pessoal e profissional no contexto da Sociedade do Conhecimento e da Aprendizagem ao Longo da Vida coloca a educação não formal e as suas práticas na primeira linha de preocupações, num currículo para formar profissionais habilitados a intervir numa perspetiva socioeducativa. Assim, o educador social enquanto especialista na conceção e gestão de projetos em vários sectores de atividades e com públicos e comunidades diversas, necessita de compreender as modalidades, modelos e práticas educativas não formais, e de as perspetivar como instrumento do seu trabalho a diversos níveis, compreendendo as suas potencialidades e os seus limites.
As sessões coletivas asseguram a complementaridade entre o enquadramento teórico dos temas pelo docente, a realização de exercícios teórico-práticos, supervisão e orientação das atividades formativas em curso.
O processo formativo pressupõe a realização de exercícios teórico-práticos, individuais e em pequeno grupo, envolvendo a análise de textos de apoio e outros recursos e dinamizando grupos de discussão tendo em vista a reflexão crítica sobre a complexidade e complementaridade entre práticas socioeducativas não formais, informais e formais.
A avaliação contínua dos alunos pressupõe a participação regular nas atividades da UC considerando os seguintes elementos e ponderações:
1 - Portfólio Individual de Aprendizagem (30%):
2 - Oficina de ENF (em grupo) (50%):
3 - Auto e heteroavaliação da participação nas aulas e no processo de aprendizagem (20%)
As estratégias de ensino-aprendizagem desenvolvem-se com base na articulação de atividades de natureza teórico-prática. O processo compreende pesquisa de informação; leitura, discussão e análise de textos; contacto com experiências socioeducativas não formais; apresentações orais e debate coletivo.
Pretende-se desenvolver um processo de ensino-aprendizagem simultaneamente individual e coletivo/colaborativo, norteado por uma atitude investigativa crítica e reflexiva, que seja mobilizador da construção de conhecimento significativo para a prática profissional do educador social.
Em síntese, as metodologias utilizadas procuram, por um lado, mobilizar as experiências e os adquiridos dos estudantes, e por outro, mobilizar novas perspetivas sobre os temas abordados, para o processo permanente e integrado de desenvolvimento de aprendizagens, elaborando produtos de cariz crítico e original, e problematizando situações objeto de estudo na UC. A integração das aprendizagens será potenciada pela sua articulação horizontal com a UC Práticas Profissionais em Educação Social: laboratório de iniciação à investigação e verticalmente com Educação e Formação de Adultos.
No processo de ensino aprendizagem o docente procurará manter um papel organizador da informação, orientador metodológico e facilitador das aprendizagens. O trabalho autónomo implica: pesquisa e análise bibliográfica (12h); sistematização de conhecimentos (12h); realização de exercícios teórico-práticos (7h); preparação de apresentação oral (6h); organização, preparação e redação de trabalho de grupo (15h).
Barros, R. (2011), Genealogia dos conceitos em Educação de Adultos: Da Educação Permanente à Aprendizagem ao Longo da Vida. Um estudo sobre os fundamentos político-pedagógicos da prática educacional, Lisboa, Chiado Editora.
Calado, P. (2014), ¿O papel da educação não-formal na inclusão social: a experiência do programa escolhas¿, Interacções, V.10, n.29.
Gohn, M. (2010), Educação não formal e o educador social. Atuação no desenvolvimento de projetos sociais, São Paulo, Cortez.
Conselho da Europa. (2012). Compass - Manual para a Educação para os Direitos Humanos com Jovens. Estrasburgo: Conselho da Europa. Disponível em: https://tinyurl.com/compass2016PT
Gonçalves, M. e outro (s.d.), Olhares Cruzados Sobre Educação Não Formal. Análise de Práticas e Recomendações, DGFV.
Xavier, S. (2022). Radical Education: A pathway for new utopias and reimagining European democracies. Strasbourg/Brussels: EU-CoE Youth Partnership. Disponível em: https://tinyurl.com/radicaleducation