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Técnicas Avançadas de Análise

Código: MEAL1103    Sigla: TAA
Área Científica: Ciências Químicas

Ocorrência: 2026/27 - 2T

Área de Ensino: Ciências Químicas e Físicas (CQF)

Cursos

Sigla Nº de Estudantes Plano de Estudos Ano Curricular Créditos Horas Contacto Horas Totais
MEAL 4 Registo n.º R/A-Cr 165/2011/AL01 5 45 125

Horas Efetivamente Lecionadas

Docência - Horas Semanais

Teórico-Práticas: 6,00

Tipo Docente Turmas Horas
Teórico-Práticas Totais 1 6,00
Joana Patrícia Araújo Ferreira - ESA   3,07
Maria Gabriela Oliveira Lima Basto de Lima - ESA   2,93

Docência - Responsabilidades

Docente Responsabilidade
Joana Patrícia Araújo Ferreira - ESA Responsável

Objetivos de aprendizagem e a sua compatibilidade com o método de ensino (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

Dotar os estudantes de conhecimentos em técnicas instrumentais de análise avançadas utilizadas na análise de alimentos, desenvolvendo competências na seleção, aplicação e interpretação de métodos analíticos físico-químicos, cromatográficos e espectroscópicos.
Pretende-se que o estudante desenvolva a capacidade de selecionar metodologias analíticas adequadas, interpretar criticamente os resultados obtidos e avaliar a sua verosimilhança científica, estimando parâmetros como precisão, exatidão, sensibilidade e limites de deteção. No final da unidade curricular, o estudante deverá ser capaz de manusear a instrumentação analítica de forma rigorosa, eficiente e segura, aplicando boas práticas laboratoriais. Promove-se o raciocínio científico em detrimento da memorização, a abordagem crítica de problemas analíticos e a formulação de respostas objetivas e fundamentadas. Desenvolvem-se ainda competências na elaboração de relatórios científicos claros, estruturados e tecnicamente rigorosos. 

Conteúdos programáticos

- Fundamentos de validação de métodos analíticos
- Técnicas instrumentais avançadas em análise de alimentos
- Cromatografia líquida (HPLC/UPLC) e gasosa (GC/GC-MS)
- Cromatografia de exclusão molecular e cromatografia iónica
- Espectrometria de massa: princípios, analisadores e modos de ionização
- Espetroscopia aplicada (UV-Vis, FTIR, fluorescência)
- Análise de contaminantes, resíduos e adulterações em alimentos
- Reologia alimentar

Demonstração da coerência dos conteúdos programáticos com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

Os conteúdos programáticos encontram-se estruturados de forma progressiva e integrada, assegurando a articulação entre os fundamentos teóricos e a sua aplicação prática. A introdução às técnicas instrumentais avançadas, incluindo cromatografia, espectrometria de massa, técnicas isotópicas, métodos térmicos e reológicos, permite ao estudante desenvolver competências alinhadas com os objetivos de aprendizagem definidos, nomeadamente na seleção de metodologias adequadas, interpretação crítica de resultados e avaliação da sua fiabilidade científica. A inclusão de validação de métodos, controlo de qualidade analítica e tratamento estatístico de dados reforça a capacidade de avaliação da precisão, exatidão, sensibilidade e limites de deteção. Desta forma, os conteúdos suportam diretamente o desenvolvimento de autonomia, pensamento crítico e competências técnicas exigidas no contexto laboratorial, industrial e de investigação.

Metodologias de ensino e de aprendizagem específicas da unidade curricular articuladas com o modelo pedagógico

A unidade curricular adota um modelo pedagógico centrado no estudante, combinando metodologias teóricas ativas, teórico-práticas e laboratoriais, com forte ênfase na aprendizagem ativa e experimental. As aulas teórico-práticas são orientadas para a resolução de problemas reais, análise de casos de estudo e interpretação crítica de resultados laboratoriais, promovendo a integração entre os conceitos teóricos e a sua aplicação em contexto profissional.
As aulas laboratoriais privilegiam o contacto direto com equipamentos de análise instrumental avançada, permitindo ao estudante desenvolver competências práticas na preparação de amostras, operação de equipamentos, controlo de variáveis analíticas e cumprimento rigoroso de normas de segurança e boas práticas laboratoriais. São utilizados equipamentos de referência, simuladores digitais e software específico de aquisição e tratamento de dados.
Complementarmente, são promovidos seminários com especialistas provenientes da indústria, laboratórios acreditados e centros de investigação, reforçando a ligação entre o meio académico e o tecido empresarial, bem como o contacto com situações reais de controlo de qualidade, segurança alimentar, autenticidade e inovação tecnológica.
A orientação tutorial é utilizada como espaço de acompanhamento contínuo do estudante, permitindo o esclarecimento de dúvidas, a monitorização do progresso individual e o apoio ao desenvolvimento de relatórios técnicos e científicos. São incentivadas estratégias de aprendizagem autónoma, trabalho colaborativo, discussão em grupo e autoavaliação.
Sempre que adequado, integram-se recursos digitais e plataformas de e-learning, promovendo metodologias híbridas e o acesso a conteúdos interativos, sem comprometer a forte componente prática presencial exigida pela natureza da unidade curricular.


Avaliação

Avaliação contínua: a classificação final resulta da ponderação das seguintes componentes:
- duas provas escritas individuais (PE1 e PE2) - 35%,
- componente laboratorial (CL) - 30%, que contempla o desempenho nas atividades práticas, cumprimento das boas práticas e segurança laboratorial, autonomia na utilização dos equipamentos e tratamento e interpretação dos dados obtidos
- trabalho/projeto aplicado (TP) - 35% inclui relatório escrito e apresentação/defesa oral

Condições para dispensa total: CF = 0,35 PE + 0,30 CL + 0,35 TP; para aprovação, o estudante deverá obter classificação final igual ou superior a 10,0 valores e classificação mínima de 9,5 valores nas componentes PE, CL e TP.
A frequência das sessões laboratoriais e das sessões com elementos de avaliação é obrigatória.


Exame final: o exame final é individual e integra uma componente teórico-conceptual (50%) e uma componente prática de análise, tratamento e interpretação de dados (50%). A classificação de exame é calculada por CE = 0,50 CT + 0,50 CP, sendo necessária uma classificação final mínima de 10,0 valores e uma classificação mínima de 8,0 valores em cada componente. A componente prática poderá incluir interpretação de resultados instrumentais, resolução de problemas, seleção de técnicas e avaliação crítica de métodos e dados analíticos.

Demonstração da coerência das metodologias de ensino e avaliação com os objetivos de aprendizagem da unidade curricular

As metodologias de ensino adotadas na unidade curricular encontram-se devidamente alinhadas com os objetivos de aprendizagem definidos, promovendo uma articulação consistente entre a aquisição de conhecimentos, o desenvolvimento de competências práticas e a consolidação do pensamento crítico. As aulas teórico-práticas permitem a construção progressiva dos conceitos fundamentais, enquanto as atividades laboratoriais proporcionam a aplicação direta desses conhecimentos em contexto real, favorecendo a aprendizagem experiencial e o domínio da instrumentação analítica.
A avaliação foi concebida para refletir esta lógica pedagógica integrada, combinando instrumentos que permitem aferir tanto o conhecimento conceptual como a capacidade de aplicação prática e interpretação de resultados. Os testes escritos avaliam a compreensão dos princípios científicos subjacentes às técnicas instrumentais, enquanto os relatórios laboratoriais e o desempenho em laboratório permitem verificar o grau de autonomia, rigor técnico, cumprimento das normas de segurança e capacidade de análise crítica.
O desenvolvimento de trabalhos práticos ou projetos aplicados constitui um elemento central na coerência metodológica, pois estimula a resolução de problemas reais, o trabalho autónomo e a tomada de decisão fundamentada, em consonância com os objetivos de promover o raciocínio científico e a capacidade de resposta a desafios técnicos.
A participação ativa dos estudantes em seminários e sessões de orientação tutorial reforça a consolidação das aprendizagens, permitindo a discussão de casos reais, esclarecimento de dúvidas e aprofundamento de temas específicos. Desta forma, assegura-se que os métodos de ensino e os instrumentos de avaliação convergem de forma coerente para o desenvolvimento das competências definidas, garantindo que o estudante atinge o perfil de competências esperado para um mestrado na área Alimentar.

Bibliografia de consulta (existência obrigatória)

-Bourne, M. C., ¿Food Texture and Viscosity ¿ concept and measurement¿, Academic Press, 2002. -De Hoffmann, E., & Stroobant, V. (2007). Mass spectrometry: Principles and applications (3rd ed.). Wiley. -Drlange (1994) ¿ Colour Review ¿ Drlange Application Report, nº8, US. -Engler O., Randle V., Introduction to Texture Analysis: macrotexture, microtexture and orientation mapping, CRC Press, 2ª edição, 2010. -Nollet, L. M. L., & Toldrá, F. (2015). Handbook of food analysis: Instrumental techniques and applications (3ª ed.). CRC Press. https://doi.org/10.1201/9780429153747 -Poole, C. F. (2021). Gas chromatography (2ª ed.). Elsevier. -Skoog, D. A., Holler, F. J., & Crouch, S. R. (2002). Princípios de análise instrumental (5ª ed.). Bookman; Cengage Learning. -Steffe, J. F., Rheological methods in food processing engineering. 2nd edition, Freeman Press, 1992. -Walstra, P. Physical chemistry of foods. New York: Marcel Decker; 2003.