| Código: | MEAL1103 | Sigla: | TAA | |
| Área Científica: | Ciências Químicas | |||
| Área de Ensino: | Ciências Químicas e Físicas (CQF) |
| Sigla | Nº de Estudantes | Plano de Estudos | Ano Curricular | Créditos | Horas Contacto | Horas Totais |
|---|---|---|---|---|---|---|
| MEAL | 4 | Registo n.º R/A-Cr 165/2011/AL01 | 1º | 5 | 45 | 125 |
Docência - Horas Semanais
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Docência - Responsabilidades
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Dotar os estudantes de conhecimentos em técnicas instrumentais de análise avançadas utilizadas na análise de alimentos, desenvolvendo competências na seleção, aplicação e interpretação de métodos analíticos físico-químicos, cromatográficos e espectroscópicos.
Pretende-se que o estudante desenvolva a capacidade de selecionar metodologias analíticas adequadas, interpretar criticamente os resultados obtidos e avaliar a sua verosimilhança científica, estimando parâmetros como precisão, exatidão, sensibilidade e limites de deteção. No final da unidade curricular, o estudante deverá ser capaz de manusear a instrumentação analítica de forma rigorosa, eficiente e segura, aplicando boas práticas laboratoriais. Promove-se o raciocínio científico em detrimento da memorização, a abordagem crítica de problemas analíticos e a formulação de respostas objetivas e fundamentadas. Desenvolvem-se ainda competências na elaboração de relatórios científicos claros, estruturados e tecnicamente rigorosos.
- Fundamentos de validação de métodos analíticos
- Técnicas instrumentais avançadas em análise de alimentos
- Cromatografia líquida (HPLC/UPLC) e gasosa (GC/GC-MS)
- Cromatografia de exclusão molecular e cromatografia iónica
- Espectrometria de massa: princípios, analisadores e modos de ionização
- Espetroscopia aplicada (UV-Vis, FTIR, fluorescência)
- Análise de contaminantes, resíduos e adulterações em alimentos
- Reologia alimentar
Os conteúdos programáticos encontram-se estruturados de forma progressiva e integrada, assegurando a articulação entre os fundamentos teóricos e a sua aplicação prática. A introdução às técnicas instrumentais avançadas, incluindo cromatografia, espectrometria de massa, técnicas isotópicas, métodos térmicos e reológicos, permite ao estudante desenvolver competências alinhadas com os objetivos de aprendizagem definidos, nomeadamente na seleção de metodologias adequadas, interpretação crítica de resultados e avaliação da sua fiabilidade científica. A inclusão de validação de métodos, controlo de qualidade analítica e tratamento estatístico de dados reforça a capacidade de avaliação da precisão, exatidão, sensibilidade e limites de deteção. Desta forma, os conteúdos suportam diretamente o desenvolvimento de autonomia, pensamento crítico e competências técnicas exigidas no contexto laboratorial, industrial e de investigação.
A unidade curricular adota um modelo pedagógico centrado no estudante, combinando metodologias teóricas ativas, teórico-práticas e laboratoriais, com forte ênfase na aprendizagem ativa e experimental. As aulas teórico-práticas são orientadas para a resolução de problemas reais, análise de casos de estudo e interpretação crítica de resultados laboratoriais, promovendo a integração entre os conceitos teóricos e a sua aplicação em contexto profissional.
As aulas laboratoriais privilegiam o contacto direto com equipamentos de análise instrumental avançada, permitindo ao estudante desenvolver competências práticas na preparação de amostras, operação de equipamentos, controlo de variáveis analíticas e cumprimento rigoroso de normas de segurança e boas práticas laboratoriais. São utilizados equipamentos de referência, simuladores digitais e software específico de aquisição e tratamento de dados.
Complementarmente, são promovidos seminários com especialistas provenientes da indústria, laboratórios acreditados e centros de investigação, reforçando a ligação entre o meio académico e o tecido empresarial, bem como o contacto com situações reais de controlo de qualidade, segurança alimentar, autenticidade e inovação tecnológica.
A orientação tutorial é utilizada como espaço de acompanhamento contínuo do estudante, permitindo o esclarecimento de dúvidas, a monitorização do progresso individual e o apoio ao desenvolvimento de relatórios técnicos e científicos. São incentivadas estratégias de aprendizagem autónoma, trabalho colaborativo, discussão em grupo e autoavaliação.
Sempre que adequado, integram-se recursos digitais e plataformas de e-learning, promovendo metodologias híbridas e o acesso a conteúdos interativos, sem comprometer a forte componente prática presencial exigida pela natureza da unidade curricular.
Avaliação contínua: a classificação final resulta da ponderação das seguintes componentes:
- duas provas escritas individuais (PE1 e PE2) - 35%,
- componente laboratorial (CL) - 30%, que contempla o desempenho nas atividades práticas, cumprimento das boas práticas e segurança laboratorial, autonomia na utilização dos equipamentos e tratamento e interpretação dos dados obtidos
- trabalho/projeto aplicado (TP) - 35% inclui relatório escrito e apresentação/defesa oral
Condições para dispensa total: CF = 0,35 PE + 0,30 CL + 0,35 TP; para aprovação, o estudante deverá obter classificação final igual ou superior a 10,0 valores e classificação mínima de 9,5 valores nas componentes PE, CL e TP.
A frequência das sessões laboratoriais e das sessões com elementos de avaliação é obrigatória.
As metodologias de ensino adotadas na unidade curricular encontram-se devidamente alinhadas com os objetivos de aprendizagem definidos, promovendo uma articulação consistente entre a aquisição de conhecimentos, o desenvolvimento de competências práticas e a consolidação do pensamento crítico. As aulas teórico-práticas permitem a construção progressiva dos conceitos fundamentais, enquanto as atividades laboratoriais proporcionam a aplicação direta desses conhecimentos em contexto real, favorecendo a aprendizagem experiencial e o domínio da instrumentação analítica.
A avaliação foi concebida para refletir esta lógica pedagógica integrada, combinando instrumentos que permitem aferir tanto o conhecimento conceptual como a capacidade de aplicação prática e interpretação de resultados. Os testes escritos avaliam a compreensão dos princípios científicos subjacentes às técnicas instrumentais, enquanto os relatórios laboratoriais e o desempenho em laboratório permitem verificar o grau de autonomia, rigor técnico, cumprimento das normas de segurança e capacidade de análise crítica.
O desenvolvimento de trabalhos práticos ou projetos aplicados constitui um elemento central na coerência metodológica, pois estimula a resolução de problemas reais, o trabalho autónomo e a tomada de decisão fundamentada, em consonância com os objetivos de promover o raciocínio científico e a capacidade de resposta a desafios técnicos.
A participação ativa dos estudantes em seminários e sessões de orientação tutorial reforça a consolidação das aprendizagens, permitindo a discussão de casos reais, esclarecimento de dúvidas e aprofundamento de temas específicos. Desta forma, assegura-se que os métodos de ensino e os instrumentos de avaliação convergem de forma coerente para o desenvolvimento das competências definidas, garantindo que o estudante atinge o perfil de competências esperado para um mestrado na área Alimentar.
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